Programação segue com outros cinco encontros até 22 de outubro.
(Imagem: Divulgação/Reprodução)
São Vicente retomou na sexta-feira (25) as Oficinas OPA!, encontros participativos do projeto CoopClima voltados à identificação de ameaças socioclimáticas nos bairros. A primeira atividade desta nova etapa ocorreu no Parque das Bandeiras e reuniu moradores e lideranças de diferentes comunidades para discutir como chuvas intensas, alagamentos, calor excessivo e outros eventos extremos afetam o cotidiano.
Ao todo, estão previstos seis encontros em diferentes regiões do município até 22 de outubro. A iniciativa é desenvolvida pela Prefeitura em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e busca contribuir para a construção de uma política municipal de justiça climática, com participação das pessoas que enfrentam os efeitos mais intensos desses problemas.
Moradores ajudam a identificar vulnerabilidades
As oficinas procuram reunir experiências concretas da população sobre os riscos existentes em cada território. Enchentes que impedem o acesso à escola, dificuldades para chegar a consultas médicas e impactos do calor sobre grupos vulneráveis estão entre as situações abordadas pelo projeto. A proposta é compreender as diferenças entre os bairros antes de formular respostas para o município.
Na primeira reunião, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Parque das Bandeiras mobilizou participantes de áreas como Quarentenário, Rio Negro, Vila Ema e Samaritá. A articulação envolve ainda escolas, unidades básicas de saúde e outros equipamentos das redes de Saúde e Assistência Social.
Projeto une pesquisa e gestão pública
O CoopClima foi aprovado no fim de 2023 e começou em janeiro de 2024, com previsão de encerramento em janeiro de 2028. Segundo a coordenadora Sylmara Dias, a escuta dos moradores é uma parte central da pesquisa porque permite construir propostas com quem conhece os problemas de cada localidade.
Idosos, crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social estão entre os grupos que podem sofrer impactos mais severos de eventos climáticos. A equipe do projeto pretende considerar essas diferenças na elaboração de medidas de adaptação e na organização de respostas públicas adequadas a cada região da cidade.
Próximas oficinas vão até outubro
O próximo encontro está previsto para 1º de outubro, das 9h às 11h, na U.E. Lúcio Martins dos Rodrigues, na Vila Margarida. Em 8 de outubro, a atividade será realizada no Conjunto Tancredo Neves, das 13h15 às 15h45. No dia seguinte, 9 de outubro, a oficina ocorrerá no Parque Continental, das 14h às 16h.
As duas últimas reuniões estão programadas para 21 de outubro, das 10h às 12h30, no CRAS São Vicente, na Vila Valença, e 22 de outubro, das 10h às 12h, na U.E. Armando Victório Bei, no Jockey Clube. Moradores interessados em participar ou obter detalhes sobre os encontros podem procurar o CRAS de referência de seu bairro.