Céu escuro na cidade de São Paulo em foto de arquivo.
(Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil)
O estado de São Paulo entrou em atenção para tempestades entre esta quinta-feira, 22 de outubro, e sábado, 24. A previsão da Defesa Civil estadual aponta pancadas de chuva de intensidade moderada a forte, acompanhadas de raios e rajadas de vento em diferentes regiões paulistas. A sequência de dias instáveis aumenta a preocupação com alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra em locais vulneráveis.
O alerta abrange todo o território estadual, mas isso não significa que todas as cidades receberão a mesma quantidade de chuva ou que os temporais ocorrerão simultaneamente. A intensidade pode variar conforme a região e o horário. Moradores da Baixada Santista devem acompanhar os avisos meteorológicos locais e as orientações de seus municípios.
Até quando vai o alerta de chuva em São Paulo?
O período de atenção informado pela Defesa Civil vai de quinta-feira (22) até sábado (24 de outubro de 2026). O boletim meteorológico especial emitido na quarta-feira (21) indica condições de instabilidade ao longo desses três dias. A previsão pode ser atualizada caso os sistemas meteorológicos mudem de intensidade ou trajetória.
Na quinta-feira, a expectativa é de pancadas em diversas áreas, sobretudo à tarde e à noite. Na sexta, o cenário de chuva moderada a forte, com possibilidade de descargas elétricas e ventos, deve continuar. A tendência é de persistência da instabilidade em grande parte do estado no sábado.
Quais são os principais riscos das tempestades?
A combinação de chuva intensa em curto intervalo e precipitações sucessivas pode provocar alagamentos urbanos, enxurradas, elevação de rios e córregos e transbordamentos pontuais. Em encostas e terrenos suscetíveis, o encharcamento do solo também aumenta a atenção para movimentos de terra.
As rajadas de vento podem causar quedas de árvores e danos à rede elétrica, com interrupções pontuais no fornecimento de energia. Esses efeitos são possibilidades associadas à previsão, não ocorrências já confirmadas em todas as localidades.
Como fica a situação na Baixada Santista?
Como o aviso estadual cobre São Paulo inteiro, cidades como Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Cubatão, Bertioga, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe devem observar as atualizações oficiais. A proximidade de morros, encostas, canais e áreas de drenagem exige atenção especial em pontos historicamente vulneráveis.
Não há, no boletim estadual citado, uma previsão única de acumulado de chuva que possa ser atribuída com segurança a todos os nove municípios da região. Por isso, números específicos de milímetros e horários exatos devem ser consultados em boletins locais atualizados.
O que fazer antes da chuva forte?
A Defesa Civil recomenda limpar calhas e ralos, verificar telhados e fixar objetos que possam ser arrastados pelo vento. Também é importante observar árvores e galhos que representem risco, buscando os órgãos responsáveis quando houver necessidade de manutenção.
Moradores de áreas com histórico de alagamento podem organizar documentos, medicamentos de uso contínuo e itens essenciais em local acessível, além de conhecer rotas seguras de saída. Medidas preventivas devem ser adotadas antes do agravamento das condições meteorológicas.
É seguro atravessar ruas alagadas?
Não atravesse ruas inundadas ou trechos com correnteza, nem a pé nem de carro. A água pode esconder buracos, bueiros abertos, obstáculos e correntezas capazes de derrubar pessoas ou arrastar veículos. Mesmo quando o nível parece baixo, não é possível avaliar com segurança a força da água.
Durante temporais com raios, evite abrigo sob árvores, postes e estruturas metálicas. Mantenha distância de rios e córregos que estejam subindo rapidamente e siga as determinações das equipes de emergência.
Quais sinais indicam risco de deslizamento?
Em áreas de encosta, fique atento a rachaduras no terreno ou nas paredes, inclinação de árvores e postes e estalos no solo. Esses sinais podem indicar instabilidade e exigem afastamento imediato para um local seguro, com comunicação à Defesa Civil.
Não espere a ocorrência de um deslizamento para buscar ajuda. O acompanhamento preventivo é especialmente importante quando a chuva se repete por vários dias e o terreno permanece encharcado.
Como receber alertas da Defesa Civil?
Para receber alertas gratuitos por SMS, o morador pode enviar o CEP da localidade desejada para o número 40199. O serviço ajuda a acompanhar avisos referentes à área cadastrada. É recomendável também seguir os canais oficiais da Defesa Civil e da prefeitura.
Em caso de emergência, a Defesa Civil atende pelo 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. Esses números devem ser usados quando houver risco concreto à segurança de pessoas ou necessidade de socorro.
O alerta significa que haverá desastre?
Não. O estado de atenção é uma medida preventiva diante de condições meteorológicas que podem provocar ocorrências. Ele não significa que alagamentos ou deslizamentos acontecerão obrigatoriamente em todas as cidades.
O principal objetivo é permitir que moradores e autoridades se preparem. Entre 22 e 24 de outubro, acompanhar atualizações, evitar áreas de risco e respeitar os avisos oficiais são as medidas mais importantes para reduzir a exposição aos temporais em São Paulo.