Planeta Terra e os Oceanos
(Imagem: gerado por IA)
A corrente Kuroshio, conhecida como "Corrente Negra", deslocou sua borda norte em até 483 km para o polo, elevando temperaturas oceânicas recordes ao longo da costa leste do Japão em 2025. Essa anomalia, observada desde 2023, causa variações extremas no nível do mar, com diferenças de mais de 1 metro entre lados da corrente devido ao calor e velocidade. Especialistas afirmam que o fenômeno vai além de "surpresa", impulsionado por mudanças nos ventos e aquecimento global.
Aumento do nível do mar acelera nas costas
O avanço da Kuroshio provoca expansão térmica das águas, elevando o nível do mar mais rápido que a média global em regiões litorâneas japonesas. Portos e diques enfrentam pressão maior durante marés altas e tempestades, demandando adaptações urgentes em infraestrutura costeira. Em 2023-2024, o deslocamento atingiu o norte de Honshu, com águas 18°F mais quentes até 400 metros de profundidade.
Pesca e Kombu em crise alimentar
Espécies de águas frias migram para o norte, enquanto peixes tropicais invadem áreas tradicionais, afetando a pesca japonesa. A produção de kombu, essencial para o caldo dashi, caiu dois terços em Hokkaido nos últimos 30 anos devido a águas mais quentes, com perdas de 50-80% em 2023. Pescadores relatam capturas alteradas, como aumento de cavala em Choshi, mas colapso em algas e ecossistemas.
Clima extremo ganha força
Águas quentes da Kuroshio intensificam ondas de calor, chuvas recordes e precipitações extremas, como os 100 mm/dia em Chiba em 2023. O meandro da corrente cria um "novo regime dinâmico", elevando riscos de enchentes e deslizamentos em áreas povoadas. No verão de 2025, o Japão registrou o calor mais intenso desde 1898, ligado a essas anomalias oceânicas.
Respostas do Japão à crise
O governo amplia monitoramento da Kuroshio e revisa planos costeiros, com torres de tsunami e muralhas mais altas em áreas vulneráveis. Comunidades locais integram ciência e pesca para adaptação, enquanto agências como a de Pesca notam retornos parciais da corrente em 2025. Estratégias focam em biodiversidade marinha e cultura alimentar, mas desafios persistem com eventos como o meandro de 8 anos.