Fazenda Santa Clara
(Imagem: Reprodução/Redes Sociais)
A Fazenda Santa Clara, maior construção rural da América Latina em Santa Rita de Jacutinga, enfrenta colapso iminente. Com paredes desabando e visitas internas suspensas, o patrimônio que abrigou 2.800 escravizados clama por salvação urgente e turistas podem fazer a diferença hoje.
Monumento gigante com números impressionantes
Erguida entre 1760 e 1780 por Francisco Tereziano Fortes de Bustamante, a fazenda tem 6 mil m², 365 janelas (uma por dia do ano), 52 quartos (semanas) e 12 salões (meses). Na prática, isso significa uma arquitetura colonial que impressiona de longe, com três andares e mais de 10 mil telhas moldadas nas coxas dos escravizados, origem da expressão popular.
Esconderijo de dor: Segredos nas paredes
Das 365 janelas, 28 são falsas, pintadas para disfarçar senzalas sem luz ou ar. A capela separava escravos dos senhores por uma divisória, e escadarias como “Pai Nosso” e “Ave Maria” guardam lendas. Isso significa que cada metro quadrado revela o horror da escravidão no Ciclo do Café, com 2.800 vidas exploradas no auge.
Fama na TV, mas conservação em alerta
Cenário de novelas como Terra Nostra (1999, com Antônio Fagundes) e Abolição (1988), a fazenda atrai turistas de SP e RJ, a 5 horas de carro. Mas um desabamento recente na senzala suspendeu visitas internas; só exteriores são permitidos. Em 2014, tombada pelo IEPHA-MG, ainda falta verba para restauração básica.
Urgência agora: Seu roteiro pode salvar
Localizada no povoado João Honório, divisa MG-RJ, a Fazenda Santa Clara gera empregos via turismo sustentável, mas precisa de mobilização local e federal. Visite o exterior, a Cachoeira Santa Clara e pressione por recursos, a reabertura interna depende disso. O impacto é direto: preservar essa memória viva evita perda irreversível do nosso passado colonial.