Equipes de segurança e resgate foram acionadas para o CIEP Lasar Segall após detonação de artefato no pátio.
(Imagem: gerado por IA)
Uma manhã que deveria ser de rotina escolar transformou-se em um cenário de pânico e correria no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) Lasar Segall, localizado no bairro Areia Branca, em Belford Roxo. Na manhã desta segunda-feira, a explosão de um artefato no pátio da unidade de ensino deixou oito alunos feridos, mobilizando equipes de resgate e unidades especializadas da polícia fluminense.
O incidente e o atendimento às vítimas
Os estudantes atingidos têm idades entre 13 e 15 anos. Segundo as primeiras informações, o artefato teria sido detonado após ser manuseado por um dos próprios alunos no pátio do colégio. Apesar do susto e do forte impacto sonoro da explosão, a Secretaria Municipal de Saúde informou que os ferimentos foram considerados sem gravidade, em sua maioria escoriações e pequenos traumas causados pelo deslocamento de ar ou estilhaços leves.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 8h15 para prestar apoio ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os primeiros socorros foram realizados ainda dentro das dependências da escola, antes de os jovens serem encaminhados para o Hospital Municipal de Belford Roxo para uma avaliação médica detalhada e curativos necessários. O estado de saúde de todos é estável.
Mobilização do Esquadrão Antibomba
A gravidade da ocorrência exigiu a presença imediata da Polícia Militar, que isolou todo o perímetro escolar. Para garantir que não houvesse outros riscos ocultos, agentes do Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), da Polícia Civil, foram enviados ao local para realizar os protocolos de segurança.
A equipe especializada efetuou uma varredura preventiva em toda a estrutura do CIEP Lasar Segall. O objetivo principal foi descartar a existência de outros materiais explosivos e assegurar a integridade física de alunos, professores e funcionários que ainda permaneciam na unidade. Paralelamente, os peritos iniciaram o trabalho de coleta de fragmentos para identificar a composição exata do artefato e entender como o objeto foi introduzido no ambiente escolar.
Impacto na comunidade escolar
O episódio levanta, mais uma vez, o debate sobre a segurança interna e o controle de acesso nas unidades de ensino na Baixada Fluminense. Pais e responsáveis que buscaram informações no portão da escola descreveram momentos de incerteza e medo logo após o barulho da detonação.
A investigação agora corre em duas frentes: a Polícia Civil trabalha para determinar a origem do objeto e a responsabilidade pelo incidente, enquanto o conselho escolar deve analisar as circunstâncias do manuseio do artefato pelo estudante. O clima na região de Areia Branca permanece de atenção, com a unidade escolar aguardando a liberação total da perícia para retomar suas atividades normais.