Roberto Medina e Daniel de Souza acompanham a ativação do Pratômetro na Cidade do Rock em prol do combate à fome.
(Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil)
O Rock in Rio 2026 mantém as ações socioambientais como um dos pilares da edição que começou nesta sexta-feira (4), na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. Ao longo de mais de quatro décadas, o festival afirma ter investido, ao lado de parceiros, mais de R$ 118 milhões em projetos sociais e ambientais, apoiado mais de 200 instituições e beneficiado diretamente mais de 1 milhão de pessoas.
As iniciativas fazem parte da plataforma Por Um Mundo Melhor, criada em 2001 para estruturar ações ligadas a sustentabilidade, inclusão social, educação, cultura, combate à fome e recuperação ambiental. Em 2026, o projeto volta a ocupar espaço dentro e fora da Cidade do Rock com novas campanhas e a continuidade de programas de longo prazo.
Campanha busca ampliar doação de alimentos
Uma das principais frentes desta edição é a parceria com a Ação da Cidadania. O festival anunciou a doação inicial equivalente a 500 mil pratos de comida e lançou uma campanha com o objetivo de ampliar a mobilização para chegar a 2 milhões de refeições.
A ação utiliza a visibilidade do evento para estimular doações do público e transformar parte do engajamento dos fãs em recursos destinados ao combate à fome. Segundo a organização, a iniciativa reforça a proposta de usar o alcance do festival para gerar impacto social para além dos dias de shows.
Amazonia Live já contribuiu para plantio de milhões de árvores
Na área ambiental, um dos principais projetos associados ao Rock in Rio é o Amazonia Live, lançado em 2016. A iniciativa foi criada em parceria com organizações ambientais e tinha como meta inicial o plantio de 1 milhão de árvores na Floresta Amazônica.
De acordo com o histórico divulgado pelo festival, o projeto já contribuiu para o plantio de mais de 4 milhões de árvores. Além do reflorestamento, as ações incluem geração de renda para comunidades indígenas do Xingu, recuperação de áreas degradadas e mobilização de coletores ligados à Rede de Sementes do Xingu.
Festival mantém políticas de gestão sustentável
O Rock in Rio também destaca medidas voltadas à redução do impacto ambiental da própria operação. A organização obteve certificação ISO 20121, voltada à gestão sustentável de eventos, e mantém políticas relacionadas ao reaproveitamento de materiais, redução de resíduos e compensação de emissões.
Para ampliar a circularidade, o festival mantém uma base com materiais que podem ser reaproveitados ao fim do evento, como madeira, tecidos, lonas, grama sintética e outros itens utilizados na montagem da Cidade do Rock. Entidades interessadas podem solicitar esses excedentes para reutilização.
Acessibilidade integra agenda socioambiental
O conceito de sustentabilidade adotado pelo evento também inclui acessibilidade e inclusão. Nesta edição, a Cidade do Rock conta com Central de Acessibilidade, plataformas elevadas, empréstimo de cadeiras de rodas, recursos para pessoas com deficiência e ações destinadas a ampliar a autonomia do público.
As apresentações também contam com serviços de acessibilidade comunicacional, como Libras e audiodescrição em diferentes palcos e atividades. Para pessoas autistas ou com sensibilidade sensorial, o festival disponibiliza estruturas e recursos específicos de acolhimento.
Legado começou antes das ações ambientais atuais
A trajetória social do Rock in Rio inclui projetos desenvolvidos em diferentes fases do festival. Em 2011, por exemplo, uma campanha nacional arrecadou 2.200 instrumentos musicais, posteriormente destinados a 150 instituições sem fins lucrativos que trabalhavam com música como instrumento de inclusão social.
Outro projeto, o Rock in Rio Escola Solar, instalou 760 painéis fotovoltaicos em 38 escolas públicas vencedoras de um concurso de sustentabilidade. Ao longo dos anos, também foram desenvolvidas campanhas de reciclagem, projetos de educação ambiental e iniciativas de recuperação de espaços urbanos.
Rock in Rio 2026 acontece em sete dias
A edição de 2026 é realizada nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico, na zona oeste do Rio. Além das atrações musicais, a programação inclui ações de conscientização, experiências de marcas e atividades associadas à agenda Por Um Mundo Melhor.
No sábado (5), Dia da Amazônia, o festival terá uma programação visual especial com drones ligada à data. Já no encerramento, em 13 de setembro, o tema Por Um Mundo Melhor volta a aparecer em um dos espetáculos visuais preparados para a Cidade do Rock.
Ao manter os projetos socioambientais associados à programação cultural, a organização busca reforçar uma estratégia adotada desde o início dos anos 2000: utilizar a visibilidade de um dos maiores festivais de música do país para ampliar campanhas sociais, ambientais e de inclusão.