Tráfego intenso de veículos congestionou o Sistema Anchieta-Imigrantes no sentido litoral paulista. Foto: Reprodução/Ecovias
(Imagem: gerado por IA)
Quem planejou aproveitar o final de semana no litoral paulista precisou exercitar a paciência logo nas primeiras horas deste sábado. O Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) registrou pontos de congestionamento e lentidão acentuada devido ao fluxo intenso de veículos que deixam a Região Metropolitana de São Paulo rumo à Baixada Santista. A concessionária Ecovias, que administra o trecho, precisou adotar medidas operacionais para tentar dar vazão ao volume de tráfego.
A situação exige atenção imediata de quem ainda pretende pegar a estrada hoje. O tempo de viagem para destinos tradicionais como Santos, Guarujá, Praia Grande e São Vicente praticamente dobrou durante a manhã. A lentidão se concentra principalmente nos trechos de serra, agravada pela presença de neblina em pontos isolados e pelo fluxo pesado de caminhões comerciais.
Os gargalos na Rodovia dos Imigrantes
Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160), o motorista encontrou o pior cenário entre os quilômetros 40 e 53. O excesso de veículos reduziu a velocidade média para patamares críticos na descida da serra. A pista expressa tornou-se um grande gargalo, refletindo a pressa dos paulistanos em garantir o descanso à beira-mar.
Para mitigar o problema, a Ecovias ativou a Operação Descida (7x3). Nesse esquema, os veículos utilizam as duas pistas da Anchieta e a pista descendente da Imigrantes para descer a serra. Apenas a pista ascendente da Imigrantes fica disponível para quem precisa retornar à capital paulista. Mesmo com essa engenharia de tráfego, a capacidade limite do sistema é testada a cada hora.
Rodovia Anchieta como rota alternativa?
A Rodovia Anchieta (SP-150), historicamente preferida por veículos de carga, também sofreu reflexos imediatos do tráfego saturado. Os pontos de lentidão na Anchieta concentraram-se na chegada ao planalto e no início da descida da serra, entre os quilômetros 27 e 32, além do trecho final próximo ao acesso para Cubatão.
Muitos motoristas tentaram migrar para a Anchieta buscando escapar do travamento da Imigrantes, mas encontraram congestionamento similar. A presença constante de carretas pesadas nas faixas da direita diminui o ritmo de aceleração dos veículos de passeio, tornando o trajeto ainda mais demorado.
Como planejar o deslocamento e evitar horas parado
A orientação dos especialistas em mobilidade é clara: se puder, o viajante deve adiar a partida para o período da tarde ou início da noite, quando a tendência é de esvaziamento das pistas de descida. Ferramentas de navegação em tempo real, como o Waze e o Google Maps, tornaram-se indispensáveis para identificar desvios pontuais e estimar o tempo real de percurso.
Outro ponto crítico é o consumo de combustível. Longos períodos em marcha lenta e o anda e para da serra elevam o gasto dos motores, sendo recomendável abastecer o veículo antes de iniciar a descida. O planejamento prévio também envolve checar as condições mecânicas essenciais, como freios e pneus, extremamente exigidos nas curvas sinuosas da serra.
O que esperar para o restante do final de semana
A tendência aponta para uma estabilização do tráfego na descida a partir do fim da tarde de sábado. No entanto, o verdadeiro desafio operacional mudará de direção em poucas horas. A partir do meio-dia de domingo, o fluxo de retorno promete inverter o cenário de lentidão, com as pistas de subida operando próximas da capacidade máxima.
A concessionária Ecovias projeta manter o monitoramento por câmeras e as equipes de assistência mecânica de prontidão para remover veículos quebrados rapidamente, evitando novos pontos de retenção crônica nas rodovias.