Descubra como o ciclone extratropical e a frente fria vão alterar o tempo no Brasil na virada do mês.
(Imagem: Reprodução/INMET)
Um poderoso ciclone extratropical combinado com uma frente fria promete mudar drasticamente o cenário climático no Brasil na virada do mês. Os sistemas meteorológicos devem atuar entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, trazendo chuvas fortes e condições de temporal em estados do Sul e Sudeste.
De acordo com especialistas, esse fenômeno pode ser mais intenso que os anteriores, com rajadas de vento acima de 100 km/h e acumulados de chuva superiores a 150 mm em poucas horas. A alerta é para produtores rurais e população em geral, que devem se preparar para possíveis estragos.
Ciclone se forma no Sul
O ciclone extratropical deve ganhar força entre Rio Grande do Sul e Uruguai, influenciando o tempo a partir do final de semana. No domingo, o sistema avança para o oceano, mas deixa uma frente fria que empurra temporais para o interior.
Áreas como sul de Mato Grosso do Sul, centro-sul de São Paulo e divisa com Paraná enfrentam alto risco de granizo, microexplosões e até tornados isolados. A Climatempo reforça que o ciclone de 2026 se organiza rapidamente, prometendo instabilidade volumosa.
- Rio Grande do Sul: Chuvas de até 100 mm em 6 horas e ventos de 80-100 km/h.
- Santa Catarina e Paraná: Temporais com granizo e alagamentos.
- Sudeste: Avanço da frente fria com nebulosidade e quedas de temperatura.
Riscos para a agricultura
O ciclone extratropical chega em momento crítico para safras em desenvolvimento, podendo causar danos em plantações e falta de energia elétrica. Meteorologistas do Inmet destacam o potencial destrutivo, com quedas de árvores e interrupções no campo.
Regiões produtoras no Sul já acumulam chuvas significativas nos últimos 30 dias, somando quase 300 mm, e esse novo evento pode agravar a situação. Autoridades recomendam monitoramento constante e medidas preventivas para minimizar prejuízos.
Arthur Müller, do Canal Rural, alerta que o fenômeno será mais forte que os recentes, exigindo atenção redobrada entre terça e quarta-feira.
Previsão detalhada e orientações
A frente fria associada ao ciclone extratropical provoca virada no tempo, com temperaturas em queda e instabilidade persistente até meados da semana seguinte. No Centro-Oeste, como Goiás, há breves janelas para trabalhos de campo, mas o Sul permanece sob risco.
População deve evitar áreas de risco, acompanhar atualizações do Inmet e Climatempo, e preparar residências contra ventos fortes. O G1 reforça que os três estados do Sul serão os mais impactados, com chuva volumosa em poucas horas.
- Evite viagens em rodovias afetadas por alagamentos.
- Proteja plantações com lonas ou colheitas antecipadas.
- Desligue aparelhos elétricos em caso de temporais.
- Monitore alertas oficiais em tempo real.
Esse ciclone extratropical reforça a importância de investimentos em defesa civil e agricultura resiliente. Com o clima cada vez mais imprevisível, o Brasil precisa de sistemas de alerta eficientes para enfrentar esses eventos. Fique atento às atualizações para navegar com segurança por essa virada do mês.
O fenômeno climático ganha destaque pela intensidade prevista, especialmente após uma sequência de eventos semelhantes que já causaram transtornos no verão brasileiro. Especialistas monitoram a trajetória desde a semana passada, confirmando o avanço acelerado do sistema sobre o oceano Atlântico Sul.
No Rio Grande do Sul, as áreas costeiras e serranas devem registrar os maiores volumes de precipitação, enquanto Santa Catarina pode ver rajadas que superam registros históricos recentes. O Paraná, por sua vez, enfrenta o risco de deslizamentos em encostas já saturadas pela umidade acumulada.
Histórico de eventos semelhantes
O Brasil registra aumento na frequência de ciclones extratropicais nos últimos anos, fenômenos típicos das latitudes médias que ganham força pela combinação de ar quente e frio. Em 2025, pelo menos quatro sistemas desse tipo impactaram o Sul, gerando bilhões em prejuízos agrícolas.
Diferente dos furacões tropicais, esses ciclones se formam em águas frias e têm ciclo de vida mais curto, mas não menos perigoso. Dados do Inmet mostram que ventos acima de 90 km/h ocorrem em 70% desses eventos, com potencial para danos estruturais significativos.
- 2024: Ciclone que devastou plantações de soja no RS.
- 2025: Dois eventos consecutivos em SC com enchentes recordes.
- 2026: Primeiro ciclone do ano chega mais cedo que o esperado.
Produtores rurais buscam variedades mais resistentes e sistemas de drenagem aprimorados, mas a imprevisibilidade continua sendo o maior desafio. Consultores agronômicos recomendam seguro climático como medida essencial de proteção.
Defesa civil em alerta máximo
Órgãos de defesa civil em sete estados ativaram planos de contingência, com abrigos preparados e equipes posicionadas em áreas vulneráveis. O Exército mantém reserva técnica para apoio logístico em situações críticas.
Escolas e eventos públicos podem ser suspensos preventivamente nas regiões mais afetadas. A recomendação é unânime: priorize a segurança e evite exposição desnecessária durante os picos de instabilidade.
Enquanto o ciclone extratropical se aproxima, transmissões ao vivo de meteorologistas ganham audiência recorde nas redes sociais. Plataformas como Climatempo e Canal Rural oferecem radar em tempo real, ferramenta indispensável para decisões rápidas.
A virada do mês marca, portanto, não apenas mudança climática, mas teste de resiliência para infraestrutura e comunidades. O acompanhamento oficial permanece crucial para atravessar essa fase com o menor impacto possível.