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Justiça

Adolescentes voltam da Disney e polícia avança no caso do cão Orelha

30 jan 2026 - 09h58 Joice Gomes   atualizado às 10h03
Adolescentes voltam da Disney e polícia avança no caso do cão Orelha Adolescentes suspeitos de matar o cão Orelha retornam da Disney. (Imagem: Polícia Civil de Santa Catarina)

Dois adolescentes investigados pelo espancamento brutal do cão Orelha desembarcaram no Brasil na noite de quinta-feira (30), após uma viagem à Disney, nos Estados Unidos. A Polícia Civil de Santa Catarina montou operação no aeroporto de Florianópolis para recebê-los, cumprindo mandados de busca e apreensão de seus celulares.

Os jovens foram intimados a prestar depoimento e os aparelhos encaminhados à Polícia Científica para análise de dados. Outros dispositivos já haviam sido recolhidos em operação anterior, o que demonstra o avanço das investigações sobre o cão Orelha.

Retorno antecipado dos suspeitos

A volta dos adolescentes foi antecipada em relação ao cronograma original da viagem de formatura. A polícia, em conjunto com a Polícia Federal, monitorou os voos e agiu imediatamente na chegada. Roupas e pertences também foram apreendidos para perícia.

O caso ganhou repercussão nacional e internacional, com a hashtag #JustiçaPorOrelha viralizando nas redes sociais. Moradores da Praia Brava, onde o cão Orelha vivia como mascote comunitário, seguem mobilizados pela memória do animal.

  • Quatro adolescentes são os principais suspeitos do espancamento.
  • Dois pais e um tio foram indiciados por coação a testemunhas.
  • Laudo de corpo de delito do cão Orelha foi solicitado pela polícia.

O que aconteceu com o cão Orelha

No dia 4 de janeiro, o cachorro comunitário de cerca de 10 anos foi encontrado agonizando na Praia Brava, em Florianópolis. Moradores o levaram a uma clínica veterinária, mas no dia seguinte ele foi submetido à eutanásia devido aos ferimentos graves causados por pauladas.

Orelha era querido pela comunidade, que construíra casinhas para ele e outros cães da região. Os agressores também teriam tentado afogar outro animal, segundo relatos policiais. O crime de maus-tratos chocou o país e expôs debates sobre impunidade e violência contra animais.

A imprensa internacional destacou o caso, com veículos hispanofalantes enfatizando a indignação popular. Ativistas e figuras públicas cobram punição exemplar, mesmo considerando a menoridade dos envolvidos.

Investigações em andamento

Além dos celulares, a polícia busca provas em vídeos e mensagens que possam incriminar os suspeitos. Os outros dois adolescentes já foram ouvidos, e as autoridades aguardam o depoimento dos retornados para avançar.

Três adultos da família também respondem por indiciamento: dois pais coagiram testemunhas para atrapalhar as apurações. A delegacia especializada em crimes contra o patrimônio público e meio ambiente coordena o inquérito.

  • Perícia nos dispositivos eletrônicos pode revelar vídeos das agressões.
  • Suspeitos já participavam de outro caso de maus-tratos a animais.
  • Debate sobre Estatuto da Criança e do Adolescente ganha força no Congresso.

Outro caso abala o país: morte do cão Abacate

Em paralelo ao caso do cão Orelha, o cachorrinho comunitário Abacate foi morto a tiros em Toledo, no Paraná, na terça-feira (27). A bala perfurou seu intestino e rins, levando à morte durante cirurgia veterinária.

Moradores do bairro Tocantins acionaram ajuda ao encontrar o animal ferido, mas não resistiu. A Polícia Civil do Paraná investiga com suspeita de intenção de matar, tratando como maus-tratos com resultado morte.

Casos como esses evidenciam um padrão preocupante de violência contra animais comunitários, que dependem do carinho da população. Equipes de proteção animal reforçam a importância de denúncias rápidas para evitar tragédias.

A sociedade clama por leis mais rígidas e conscientização desde a base educacional. Plataformas digitais facilitam a disseminação de atos cruéis, mas também servem para mobilizar justiça, como visto no movimento por Orelha.

Enquanto as investigações prosseguem, a memória de Orelha e Abacate inspira ações por um Brasil mais humano com seus bichos de rua. Autoridades prometem respostas céleres para aplacar a revolta popular.

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