A Sala Rosa foi idealizada para oferecer privacidade e conforto durante o primeiro atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade.
(Imagem: gerado por IA)
A luta contra a violência doméstica ganhou um reforço fundamental em Mongaguá com a inauguração da Sala Rosa. O novo espaço, estrategicamente instalado na sede da Guarda Civil Municipal (GCM), foi projetado para ser o primeiro porto seguro de mulheres que buscam ajuda e proteção em momentos de extrema vulnerabilidade.
A iniciativa nasceu da sensibilidade e visão estratégica da comandante da corporação, Daiana Franzem. Após passar por uma capacitação intensiva sobre a Lei Maria da Penha, ela identificou a urgência de criar um ambiente que rompesse com a frieza dos atendimentos convencionais, priorizando a dignidade e a segurança psicológica das vítimas.
Mais do que uma estrutura física, a Sala Rosa representa um novo protocolo de atendimento na Baixada Santista, focado em acolher antes de investigar, ouvindo com empatia para então agir com a precisão necessária que cada caso exige.
Acolhimento qualificado e rede de proteção integrada
Diferente de um balcão comum de ocorrências, a Sala Rosa oferece uma escuta qualificada conduzida exclusivamente por guardas municipais femininas. Esse cuidado inicial é decisivo para que a mulher se sinta encorajada a relatar sua situação sem o medo de julgamentos ou exposições desnecessárias.
O local funciona como o coração de uma rede integrada. Após o primeiro contato, a GCM realiza os encaminhamentos para serviços essenciais, que incluem assistência social, acompanhamento psicológico na área da saúde e, se necessário, o suporte das autoridades policiais para medidas protetivas.
Um diferencial importante do projeto é o olhar para o contexto familiar. A equipe está preparada para dar suporte aos filhos que acompanham as mães e, quando preciso, acionar instituições para localizar familiares, garantindo que a mulher não saia do local sem um horizonte de apoio concreto.
Impacto imediato e suporte ao programa Guardião Maria da Penha
A eficácia da nova estrutura foi comprovada poucas horas após a inauguração. A equipe foi acionada para atender uma mulher em forte crise emocional nas proximidades da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. Graças ao novo protocolo, ela recebeu o suporte necessário para se estabilizar antes de retornar em segurança ao seu lar.
A Sala Rosa também chega para fortalecer o programa Guardião Maria da Penha, consolidando as rondas e fiscalizações de medidas protetivas já realizadas no município. O objetivo central é claro: incentivar a denúncia ao oferecer um ambiente de total confiança e respeito.
Com essa entrega, Mongaguá dá um passo decisivo para interromper ciclos históricos de abuso, transformando a força da segurança pública em um gesto de acolhimento, proteção e esperança para as mulheres da região.