Representação editorial do Projeto Banco Vermelho, símbolo de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.
(Imagem: gerado por IA)
Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, inaugurou nesta semana um Banco Vermelho na Praça dos Ossos como símbolo de memória às vítimas de feminicídio e de conscientização sobre a violência contra a mulher. A instalação foi apresentada durante a ação “Búzios por Elas”, realizada dentro da programação do Agosto Lilás.
O banco é dedicado à memória de Ângela Diniz e de outras mulheres vítimas de violência de gênero. A proposta é transformar um espaço público de circulação em ponto permanente de reflexão e alerta sobre o feminicídio.
Banco Vermelho virou símbolo nacional
O Projeto Banco Vermelho foi incorporado às ações nacionais de enfrentamento à violência contra a mulher pela Lei nº 14.942/2024. A iniciativa prevê a instalação de bancos pintados de vermelho em espaços públicos como forma de chamar atenção para o feminicídio e estimular a prevenção.
Em diferentes cidades do país, os bancos funcionam como marcos visuais de campanhas educativas e de mobilização social, especialmente durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização pelo fim da violência contra a mulher.
Homenagem a Ângela Diniz
A instalação em Búzios também remete à memória de Ângela Diniz, assassinada em 1976. O caso teve grande repercussão nacional e se tornou referência histórica no debate sobre violência contra a mulher e responsabilização de agressores no Brasil.
Ao associar o banco à memória de Ângela e de outras vítimas, a ação busca reforçar que o feminicídio é resultado extremo de um ciclo de violência que pode envolver ameaças, agressões físicas, violência psicológica, patrimonial e sexual.
Ação integra o Agosto Lilás
A inauguração ocorreu dentro da programação do Agosto Lilás, campanha nacional criada para ampliar a divulgação da Lei Maria da Penha e estimular denúncias e políticas de prevenção à violência de gênero.
Além do caráter simbólico, ações como o Banco Vermelho procuram manter o tema visível durante todo o ano, levando a discussão para espaços de convivência e circulação pública.
Rede de proteção é fundamental
Especialistas e autoridades de proteção às mulheres reforçam que o enfrentamento ao feminicídio depende de uma rede articulada de atendimento, com acolhimento, segurança, assistência social, saúde, Justiça e mecanismos que permitam interromper situações de violência antes que elas se agravem.
Mulheres em situação de violência podem procurar delegacias especializadas ou comuns, serviços de assistência do município e canais nacionais de orientação e denúncia. Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente as forças de segurança.
A instalação do Banco Vermelho em Búzios se soma a outras iniciativas semelhantes espalhadas pelo país e transforma a Praça dos Ossos em mais um ponto de memória e conscientização sobre a necessidade de prevenir a violência contra mulheres.