Mãe é presa por favorecimento à prostituição da filha de 10 anos; caso é investigado pela DDM de Peruíbe (SP)
(Imagem: Divulgação/Polícia Civil)
A Polícia Civil de Peruíbe, no litoral de São Paulo, apura as circunstâncias da morte de Samyra Roberta Almeida, de 10 anos, encontrada sem vida em 10 de agosto na residência onde morava. Segundo a delegada Izabela Coelho Fernandes, responsável pela investigação, a menina não frequentava a escola, não tinha acesso regular a celular e vivia praticamente sem convivência social fora do ambiente doméstico.
De acordo com a delegada, depoimentos colhidos ao longo do inquérito indicam que, nos meses anteriores à morte, a criança permanecia quase sempre na companhia da mãe. A Polícia Civil investiga se esse isolamento fazia parte de um contexto mais amplo de vulnerabilidade e possível violência.
Mãe está presa temporariamente
A mãe da menina foi presa temporariamente em 25 de agosto, em Peruíbe, após decisão da Justiça. A medida tem caráter cautelar e, segundo a investigação, busca preservar as diligências ainda em andamento.
A mulher é investigada sob suspeita de possível exploração sexual da filha. A prisão temporária não representa condenação, e a responsabilidade criminal ainda depende da conclusão do inquérito e de eventual processo judicial.
A Polícia Civil também apura possíveis crimes de estupro de vulnerável e outras formas de violência contra a criança. Essas linhas investigativas permanecem em aberto e ainda não há conclusão definitiva sobre a dinâmica da morte nem sobre eventual autoria.
Caso foi registrado como morte suspeita
Samyra foi encontrada sem vida na madrugada de 10 de agosto. O irmão da criança percebeu sua ausência e chamou a mãe após encontrá-la. O socorro foi acionado, mas a menina já estava morta quando o atendimento chegou.
Desde o início, o caso foi tratado como morte suspeita. Familiares e outras pessoas próximas foram ouvidos, e materiais relacionados ao caso foram encaminhados para perícia.
Exames médico-legais indicaram sinais anteriores de violência sexual, informação que levou a polícia a ampliar as linhas de investigação. Por se tratar de uma criança e de um inquérito ainda em curso, o Diário da Baixada evita reproduzir detalhes gráficos ou especulativos.
Polícia investiga rotina da criança
Um dos pontos centrais da apuração é entender como era a rotina de Samyra antes da morte. Segundo a delegada, a menina estava afastada da escola e não mantinha uma vida social considerada normal para a idade.
Testemunhas também foram questionadas sobre os locais frequentados pela criança e sobre as pessoas que mantinham contato com ela. A investigação tenta reconstruir esse período para identificar possíveis situações de exploração, abuso ou negligência.
Além da mãe, outras pessoas foram ouvidas ao longo do inquérito. Até o momento, porém, as autoridades não anunciaram uma conclusão final sobre quem teria responsabilidade pela morte.
Investigação segue sob sigilo
A Delegacia de Defesa da Mulher de Peruíbe continua responsável pelo caso. Parte das diligências corre sob sigilo para preservar a investigação e a proteção de envolvidos, especialmente por se tratar de uma vítima menor de idade.
A Polícia Civil trabalha com laudos periciais, depoimentos e análise de materiais apreendidos para esclarecer as circunstâncias da morte e verificar a possível ocorrência de outros crimes anteriores.
Novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço do inquérito. Até que haja conclusão oficial, as pessoas investigadas devem ser tratadas como suspeitas, sem antecipação de culpa.