Guarda vidas salvam 28 banhistas de afogamentos no litoral de SP no fim de semana.
(Imagem: Divulgação/Agência SP)
O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) resgatou 28 banhistas em situações de afogamento durante o fim de semana de 16 a 18 de outubro de 2026, no litoral paulista. Ao todo, foram registradas 17 ocorrências em seis cidades da Baixada Santista. O maior número de pessoas socorridas foi contabilizado em Guarujá, com 15 vítimas salvas.
O balanço mostra que os riscos no mar continuam exigindo atenção mesmo fora do período mais movimentado do verão. As ocorrências foram distribuídas entre praias de diferentes municípios e reforçam a importância de respeitar a sinalização, observar as condições da água e procurar áreas supervisionadas por guarda-vidas.
Quantos banhistas foram salvos em cada cidade?
Segundo os dados atribuídos ao GBMar, Guarujá teve nove ocorrências e 15 pessoas salvas. Santos registrou duas ocorrências e três resgates, assim como Itanhaém, com duas ocorrências e três pessoas socorridas. Em Mongaguá, foram duas ocorrências e dois salvamentos.
Praia Grande teve uma ocorrência com três vítimas resgatadas, enquanto São Vicente registrou uma ocorrência e duas pessoas salvas. A soma dos seis municípios chega às 17 ocorrências e 28 salvamentos divulgados para o período.
Por que Guarujá liderou os resgates?
Guarujá concentrou mais da metade das pessoas salvas no balanço do fim de semana: foram 15 das 28 vítimas. A cidade também respondeu por nove das 17 ocorrências registradas. Os números indicam maior concentração de atendimentos nesse intervalo, mas não demonstram, isoladamente, que todas as praias do município sejam mais perigosas que as de outras cidades.
Para comparar o risco entre municípios, seria necessário considerar fatores como quantidade de banhistas, condições do mar, extensão das praias e distribuição dos postos de salvamento. O levantamento divulgado apresenta o total de atendimentos, sem oferecer esses indicadores adicionais.
O que fazer para evitar afogamentos no litoral?
O GBMar recomenda frequentar praias supervisionadas, respeitar as placas e bandeiras de perigo e seguir as orientações dos guarda-vidas. A avaliação das condições do mar deve ser feita antes de entrar na água, mesmo por pessoas que sabem nadar.
Também é importante evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes do banho de mar, não subir em pedras ou encostas e não confiar em objetos flutuantes improvisados como forma de proteção. Boias inadequadas podem dar uma falsa sensação de segurança e não substituem a supervisão.
Como reconhecer uma corrente de retorno?
As correntes de retorno são fluxos de água que se deslocam da praia em direção ao mar aberto e podem surpreender banhistas. Em alguns casos, aparecem como faixas com menos ondas quebrando, água turva ou movimento diferente da superfície ao redor, mas nem sempre são fáceis de identificar.
Por isso, a medida mais segura é perguntar aos guarda-vidas onde é permitido entrar na água. Quem for surpreendido por uma corrente deve tentar manter a calma, evitar lutar diretamente contra o fluxo e sinalizar por ajuda. As orientações de resgate podem variar conforme a situação e devem priorizar o atendimento profissional.
É seguro entrar no mar com tempo instável?
Chuvas, vento, ressaca e mudanças nas ondas podem alterar rapidamente as condições das praias. Antes de entrar no mar, observe os avisos locais e a presença de equipes de salvamento. Em caso de tempestade com raios, saia da água e procure abrigo seguro.
O fato de uma praia estar movimentada não significa que as condições sejam adequadas. Crianças, idosos e pessoas com pouca experiência no mar precisam de atenção especial, e crianças devem permanecer sob supervisão constante de um adulto responsável.
Como pedir ajuda em caso de afogamento?
Ao perceber alguém em dificuldade, avise imediatamente um guarda-vidas ou ligue para o Corpo de Bombeiros pelo número 193. Tentar um resgate sem treinamento pode colocar uma segunda pessoa em risco. Se houver equipamento de flutuação seguro e possibilidade de auxílio sem entrar na água, siga as orientações dos profissionais presentes.
Após o resgate, a pessoa deve ser avaliada conforme a orientação das equipes de emergência, especialmente se apresentar tosse persistente, dificuldade para respirar, sonolência ou outros sinais de mal-estar. A ausência de ferimentos visíveis não exclui a necessidade de atenção.
O que o balanço do GBMar revela?
Os 28 salvamentos em três dias evidenciam o trabalho das equipes nas praias da Baixada Santista e o risco enfrentado por banhistas em diferentes pontos do litoral. O levantamento não informa óbitos no conjunto de ocorrências descritas, mas também não permite concluir que não tenham existido outros incidentes fora desse recorte.
Para moradores e turistas, a orientação permanece a mesma: antes de entrar no mar, procure uma área supervisionada, respeite a sinalização e não subestime as condições da água. Em caso de emergência, acione o 193 e priorize o atendimento dos guarda-vidas.