Representação editorial do uso do Pix por aproximação em pagamentos presenciais.
(Imagem: gerado por IA)
O Pix por aproximação passa a funcionar sem o teto específico de R$ 500 por transação a partir desta quinta-feira (1º). A mudança do Banco Central permite que pagamentos por aproximação superem esse valor, desde que estejam dentro dos limites configurados para a conta do cliente e das regras de segurança adotadas pela instituição financeira.
O fim do teto não significa liberação automática para transações de qualquer valor. Cada cliente continuará sujeito aos limites de Pix definidos no banco e poderá solicitar aumento ou redução dos valores permitidos pelo aplicativo da instituição.
O que muda na prática
Até agora, mesmo um cliente com limite geral de Pix superior a R$ 500 encontrava uma barreira específica ao usar a modalidade por aproximação. Essa trava deixa de existir. Assim, uma compra de R$ 600 ou R$ 1 mil poderá ser paga por aproximação se o limite disponível na conta permitir.
Os bancos deverão oferecer ferramenta de gerenciamento para que o usuário controle os valores autorizados. A alteração foi prevista em norma do Banco Central e também alcança outras jornadas de iniciação de pagamento, mantendo os mecanismos gerais de proteção do Pix.
Como funciona o pagamento por aproximação
A modalidade utiliza tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento quando os aparelhos são aproximados. O recurso pode funcionar diretamente pelo aplicativo bancário ou por carteira digital compatível, desde que a conta tenha sido previamente vinculada.
Na hora da compra, o consumidor deve conferir o valor e os dados apresentados, aproximar o aparelho e realizar a autenticação exigida. O procedimento pode variar conforme o banco, a carteira digital e as configurações de segurança do telefone.
Limite maior exige atenção redobrada
Com a possibilidade de valores superiores a R$ 500, revisar os limites configurados se torna ainda mais importante. O Banco Central mantém as regras gerais de segurança, mas cabe ao usuário definir um patamar compatível com sua rotina e exposição a risco.
Bloqueio de tela, autenticação biométrica, notificações de transações e conferência do valor antes da confirmação reduzem a chance de prejuízo. O celular não deve ser entregue desbloqueado a terceiros durante o pagamento.
Modalidade ainda representa parcela pequena do Pix
O Pix movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em agosto, em cerca de 8,11 bilhões de transações. O pagamento por aproximação ainda é uma fração pequena desse universo: foram aproximadamente 2 milhões de operações no mês, ou 0,06% do total.
Apesar da participação reduzida, o volume vem crescendo. A retirada do teto específico pode ampliar o uso em compras presenciais de maior valor, aproximando a experiência do Pix por aproximação daquela já conhecida em cartões e carteiras digitais.