O pacote de investimentos nas rodovias do Litoral Paulista deve alcançar R$ 1 bilhão até o fim de 2027, segundo previsão divulgada pelo Governo de São Paulo para o Lote Litoral Paulista. Nos dois primeiros anos da concessão, a Concessionária Novo Litoral (CNL) aplicou cerca de R$ 500 milhões em conservação, obras e melhorias. A previsão é direcionar outros R$ 500 milhões até o fim do próximo ano para concluir intervenções na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-055) e avançar em melhorias na Mogi-Dutra (SP-088), na Mogi-Bertioga (SP-098) e em trechos da Rio-Santos (SP-055).

O lote reúne aproximadamente 212 quilômetros de rodovias e conecta 13 municípios do Alto Tietê, da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. Na região costeira, a malha inclui trechos que passam por Bertioga, Santos, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. A concessão também alcança Arujá, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Biritiba-Mirim, Itariri, Pedro de Toledo e Miracatu. O contrato tem prazo de 30 anos e prevê investimentos totais estimados em R$ 4,7 bilhões, valor que não deve ser confundido com a previsão de R$ 1 bilhão até 2027.

Padre Manoel da Nóbrega concentra obras na Baixada Santista

Uma das principais frentes está na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, especialmente no trecho entre Praia Grande e Peruíbe. O pacote inclui modernização de vias marginais, construção de viadutos e passarelas, recuperação de pavimento, drenagem, iluminação e sinalização. O Governo estadual informou que há mais de 21 frentes de trabalho em diferentes etapas e que as intervenções buscam melhorar os acessos aos bairros e separar o tráfego local do fluxo de passagem.

Em Itanhaém, a implantação de novos dispositivos exige alterações temporárias na circulação. A Secretaria de Parcerias em Investimentos informou que desvios nos quilômetros 315+300 e 333+500 começam em 3 de novembro, com direcionamento gradual dos veículos para as vias marginais. Novas intervenções nos quilômetros 322 e 328 também estão previstas para 9 de novembro. Nos trechos afetados, as marginais utilizadas nos desvios terão sentido único, acompanhando o fluxo da rodovia, e a velocidade máxima será de 40 km/h.

O cronograma exige atenção de quem utiliza a SP-055 no deslocamento entre municípios da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. As mudanças não representam interdição total da rodovia, mas reorganização temporária do tráfego para permitir a construção dos viadutos. A concessionária informou que fará ações de orientação a moradores e comerciantes e disponibilizará atualizações sobre as alterações em seus canais oficiais.

Melhorias também estão previstas na Mogi-Dutra e na Mogi-Bertioga

Na Mogi-Dutra (SP-088), uma das intervenções previstas é a construção de um novo viaduto no quilômetro 32,3, em Arujá, além da implantação de um retorno em nível no km 33,1. Na Mogi-Bertioga (SP-098), o sistema de monitoramento inclui equipamentos para acompanhar o volume de chuvas em trechos sensíveis da serra. A tecnologia permite observar as condições meteorológicas e apoiar decisões operacionais em períodos de precipitação intensa.

As ações de conservação já realizadas incluem recuperação de pavimento, substituição de placas, manutenção de defensas metálicas, melhorias em pontes e viadutos, drenagem e sinalização. A concessionária também opera serviços de atendimento médico e mecânico durante 24 horas e implantou câmeras de monitoramento e analisadores de tráfego para acompanhar a circulação de veículos.

Como entender os valores da concessão

Há três referências financeiras diferentes no projeto. Os cerca de R$ 500 milhões correspondem ao volume aplicado nos dois primeiros anos de operação; outros R$ 500 milhões estão previstos para o período até o fim de 2027; e R$ 4,7 bilhões representam a estimativa de investimentos ao longo do contrato de concessão, que tem duração de 30 anos. A soma dos dois primeiros valores explica a previsão de alcançar R$ 1 bilhão até 2027, mas não significa que todo o investimento contratual será executado nesse intervalo.

O Lote Litoral Paulista faz parte do programa estadual de concessões rodoviárias, coordenado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos e fiscalizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A concessionária é responsável pela execução das obras e pela operação dos trechos concedidos, enquanto os órgãos estaduais acompanham o cumprimento do contrato e das obrigações de serviço.

Para motoristas, os efeitos mais imediatos devem ser percebidos nos trechos em obras, especialmente em Itanhaém a partir de 3 de novembro. A recomendação é observar a sinalização provisória, respeitar os limites de velocidade e consultar os canais da concessionária antes de viagens que passem pelos pontos de intervenção. O avanço do pacote até 2027 dependerá da execução do cronograma e da conclusão das obras previstas em cada rodovia.