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Ansiedade e depressão lideram afastamentos no trabalho: INSS bate recorde em 2025 com mais de 546 mil benefícios e reconhece direito ao auxílio-doença para quem comprova incapacidade

02 fev 2026 - 15h44 Joice Gomes   atualizado às 15h51
Ansiedade e depressão lideram afastamentos no trabalho: INSS bate recorde em 2025 com mais de 546 mil benefícios e reconhece direito ao auxílio-doença para quem comprova incapacidade Ansiedade e depressão são as maiores causas de afastamento no Brasil em 2025, com recorde de benefícios no INSS. (Imagem: de Freepik)

Os transtornos de ansiedade e depressão já dominam as estatísticas de afastamento do trabalho no Brasil. Em 2025, o INSS registrou mais de 546 mil benefícios concedidos por problemas de saúde mental, um recorde que reflete o peso crescente desses quadros na vida profissional dos brasileiros.

Esse boom de casos não é isolado. Os números mostram um aumento de quase 80% nos afastamentos por transtornos mentais entre 2023 e 2025, com ansiedade (CID F41) liderando isoladamente, responsável por cerca de 157 mil casos só no último ano analisado. Juntas, ansiedade e depressão respondem por quase metade dos pedidos, ultrapassando até dores na coluna em alguns rankings regionais.

O impacto vai além dos números. Os custos para o INSS superaram R$ 954 milhões em 2025, com auxílios-doença temporários dominando as concessões. Mulheres lideram as estatísticas, mas o fenômeno afeta todos os gêneros e regiões, especialmente São Paulo e Sul do país.

Legislação garante o benefício

A Lei nº 8.213/1991, em seu artigo 59, é clara: o auxílio-doença, hoje chamado de benefício por incapacidade temporária, cabe ao segurado incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos. Isso inclui ansiedade e depressão, desde que comprovada a limitação laboral.

Não basta o diagnóstico. O INSS exige qualidade de segurado, carência de 12 contribuições (exceto em agravamentos) e perícia que confirme a incapacidade. Para transtornos como depressão (CID F32) ou ansiedade (CID F41), o perito avalia sintomas como falta de concentração, crises recorrentes e resposta ao tratamento.

  • Acompanhamento com psiquiatra ou psicólogo, com relatórios de consultas regulares.
  • Laudos detalhados com CID, sintomas, medicamentos e prognóstico de incapacidade.
  • Exames complementares e histórico terapêutico para reforçar a gravidade.
  • Declaração expressa de que o quadro impede o exercício da profissão atual.

Com esses elementos, o segurado tem boas chances de aprovação. Em 2025, os auxílios por saúde mental saltaram para 365 mil concessões, provando que o sistema previdenciário evoluiu para reconhecer a dor psíquica como incapacitante.

Atestmed agiliza o pedido remoto

O Atestmed mudou o jogo para quem busca auxílio-doença por ansiedade e depressão. Lançado como medida permanente pela Portaria MPS/INSS nº 38/2023, permite análise sem perícia presencial para afastamentos até 180 dias. Basta enviar laudos pelo app Meu INSS.

Para usar, o atestado médico precisa ser completo: CID, descrição dos sintomas, prazo de repouso e assinatura digital do profissional. O INSS avalia remotamente, acelerando pagamentos e reduzindo filas. Em casos leves ou moderados de ansiedade e depressão, essa é a porta de entrada mais prática.

Mas atenção: se a documentação falhar em demonstrar incapacidade clara, o pedido vai para perícia tradicional. Milhares de trabalhadores já usaram o Atestmed em 2025, contribuindo para o recorde de concessões rápidas.

Perícia presencial exige preparo

Quando o remoto não basta, a perícia presencial decide. Aqui, organização é chave para quem luta contra ansiedade e depressão. Leve documentos em ordem cronológica: laudos, receitas, exames e relatórios que liguem sintomas ao trabalho.

Explique com clareza como crises de ansiedade causam falhas de concentração ou como a depressão rouba energia para tarefas rotineiras. Mantenha coerência entre o relato oral e os papéis médicos, o perito nota inconsistências. Com preparo, a aprovação vem, garantindo renda enquanto se recupera.

O crescimento dos casos alerta para um problema estrutural. Fatores como pressão no trabalho, pós-pandemia e falta de suporte psicológico alimentam essa epidemia silenciosa. Empresas investem em programas de bem-estar para cortar absenteísmo, mas o INSS segue como rede de segurança essencial.

Impactos regionais e de gênero

São Paulo lidera os afastamentos por ansiedade e depressão, com milhares de casos mensais, seguido por Rio e Minas Gerais. Mulheres representam mais de 60% dos benefícios, possivelmente por maior exposição a estresses múltiplos e busca por ajuda.

No Sul e Nordeste, o aumento foi de 20% em 2025. Esses dados do Ministério da Previdência reforçam a necessidade de políticas públicas integradas, unindo INSS, SUS e empresas para combater a raiz dos transtornos.

Buscar o benefício não é sinal de fraqueza, mas reconhecimento de que saúde mental é prioridade. Com 4 milhões de afastamentos totais em 2025, o Brasil precisa investir em prevenção para frear essa tendência alarmante.

Para quem vive com ansiedade e depressão, o caminho é claro: consulte especialistas, junte provas e acione o INSS. A lei protege o trabalhador, e os números de 2025 provam que o direito é real e acessível.

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