Entenda a decisão de Greg Abbott contra riscos à privacidade e segurança cibernética no segundo maior estado dos EUA.
(Imagem: gerado por IA)
O governador do Texas, Greg Abbott, anunciou na segunda-feira (26) uma proibição rigorosa ao uso de Shein, Alibaba, TP-Link e outras empresas chinesas por funcionários públicos estaduais. A medida visa proteger a privacidade dos texanos contra possíveis acessos indevidos pelo governo chinês.
A decisão expande a lista de tecnologias proibidas, agora com mais de 50 empresas, incluindo plataformas de e-commerce como Temu e fabricantes como CATL. Abbott, aliado de Donald Trump, justifica a ação como essencial para evitar infiltrações em redes e dispositivos estatais.
Detalhes da proibição no Texas
A proibição abrange hardware físico, softwares e até inteligência artificial dessas companhias em qualquer dispositivo ou rede de propriedade do estado. Funcionários públicos não poderão mais acessar apps ou usar equipamentos da Shein durante o expediente.
De acordo com o comunicado oficial, a atualização veio após avaliação de ameaças do Texas Cyber Command, que identificou riscos de coleta de dados por atores estrangeiros hostis. Empresas como Autel (drones) e iFlytek (IA) também entraram na lista negra.
O Texas, segundo maior estado americano em extensão territorial, impacta milhares de servidores. A medida reforça políticas anteriores, como o banimento do TikTok em 2022.
- Alibaba e Temu: plataformas de comércio online;
- TP-Link e Xiaomi: equipamentos de rede e smartphones;
- CATL: baterias para veículos elétricos;
- SenseTime e iFlytek: tecnologias de IA e vigilância.
Contexto de tensões com a China
A ação de Abbott ocorre em meio a uma distensão recente entre EUA e China, após acordos comerciais no governo Trump. Ainda assim, preocupações com cibersegurança persistem, especialmente com leis chinesas que obrigam empresas a compartilhar dados com o governo.
Especialistas em cibersegurança destacam que apps como Shein coletam dados extensos de usuários, o que pode ser explorado para espionagem. O Texas Cyber Command, maior unidade estadual do tipo, lidera o monitoramento de ameaças.
"Atores hostis colhem dados via IA e hardware para explorar vulnerabilidades", afirmou Abbott. A proibição é vista como modelo para outros estados republicanos.
Investigações prévias contra a Shein
No final de 2025, o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, abriu inquérito contra a Shein por suspeitas de trabalho forçado, materiais tóxicos e práticas enganosas. A fast-fashion chinesa, que faturou US$ 30 bilhões em 2023, enfrenta acusações de violar leis locais.
Paxton investiga se a cadeia de suprimentos usa algodão de regiões com trabalho escravo, como Xinjiang. Consumidores americanos são alertados sobre riscos à saúde e privacidade.
No Congresso, o senador Tom Cotton pediu apuração federal contra Shein e Temu por roubo de propriedade intelectual e falsificações. Essas ações somam-se à proibição texana, ampliando o escrutínio sobre gigantes chinesas.
Impactos sociais e econômicos
A Shein popularizou moda barata online, mas críticas crescem quanto a sustentabilidade e ética. No Texas, a medida pode inspirar empresas privadas a revisarem parcerias com fornecedores chineses.
Analistas preveem reações em cadeia nos EUA, onde estados como Flórida e Geórgia já limitam apps chineses. Para usuários comuns, o banimento reforça debates sobre privacidade digital.
Empresas afetadas não comentaram imediatamente. Enquanto isso, o Texas avança em autossuficiência tecnológica, priorizando fornecedores americanos.
A proibição reflete uma estratégia mais ampla de segurança nacional. Com o apoio de Trump, Abbott posiciona o Texas como líder em defesa cibernética contra influências estrangeiras.