Representação editorial conceitual de infraestrutura de supercomputação voltada à inteligência artificial.
(Imagem: gerado por IA)
O Rio Grande do Norte vai receber um novo supercomputador voltado ao desenvolvimento de inteligência artificial no Brasil. O equipamento será instalado no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, em Macaíba, na Região Metropolitana de Natal, e terá capacidade prevista de 7.200 petaflops.
O investimento previsto supera R$ 1 bilhão e será financiado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A iniciativa integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), estratégia do governo federal para ampliar a capacidade nacional de pesquisa, processamento de dados e desenvolvimento de soluções baseadas em IA.
Estrutura será voltada à pesquisa e ao desenvolvimento de IA
Com alta capacidade de processamento, o novo sistema deverá apoiar projetos científicos e tecnológicos que exigem grande volume de cálculos e dados. A execução do projeto ficará a cargo do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
A capacidade de 7.200 petaflops representa uma infraestrutura de computação de alto desempenho voltada a tarefas complexas, como treinamento de modelos de inteligência artificial, simulações científicas e análise de grandes bases de dados.
Projeto faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial
O PBIA 2024-2028 prevê investimentos de R$ 23 bilhões em quatro anos e inclui, entre seus objetivos, a expansão da infraestrutura tecnológica brasileira, a formação de profissionais e o desenvolvimento de modelos avançados de inteligência artificial adaptados às necessidades do país.
Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o plano também busca fortalecer a soberania tecnológica brasileira e ampliar o uso de IA em áreas de interesse público, pesquisa e inovação.
A instalação do supercomputador no Rio Grande do Norte amplia a presença de infraestrutura científica de alta capacidade fora dos principais centros tecnológicos do Sudeste e deverá reforçar o papel do estado no ecossistema nacional de pesquisa e inovação.
As informações sobre o projeto foram divulgadas pela Agência Brasil e estão alinhadas às diretrizes do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial publicadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.