Celular perdido por turista goiano no mar em Alagoas é encontrado 15 dias depois e devolvido funcionando.
(Imagem: Reprodução/TV Anhanguera)
Um caso incrível de honestidade chamou atenção nas redes sociais nesta semana. Um celular perdido no mar, submerso por 15 dias em águas de Maragogi, Alagoas, foi encontrado intacto e devolvido ao proprietário. O aparelho, um iPhone 14 Pro Max avaliado em cerca de R$ 4 mil, sobreviveu ao sal e às ondas graças a uma combinação de sorte, fé e boa vontade.
O dono, engenheiro civil goiano João Manuel Braollos, perdeu o celular durante férias em família no dia 21 de dezembro de 2025. Ele passeava de caiaque quando o aparelho escorregou do bolso, a cerca de 40 minutos da praia de Barra Grande. Desesperado, o turista até tentou voltar para procurar, mas logo desistiu: era como achar agulha no palheiro.
Descoberta improvável com detector de metais
No dia 5 de janeiro de 2026, o guia turístico Jadiael Antônio da Silva, conhecido como Jardiael, passeava pela praia com um detector de metais recém-comprado. Ele procurava alianças e objetos perdidos quando o aparelho apitou. Para surpresa geral, era o celular perdido no mar de João, ainda funcionando perfeitamente.
"Achei muito incrível porque era impossível achar ali um celular. Acredito que foi Deus que me colocou ali e eu achei o celular do nosso amigo", declarou Jadiael em entrevista à TV Anhanguera. Ansioso para devolver o bem, ele ligou para o dono ainda de madrugada, por volta da 1h, mas João não atendeu. No dia seguinte, a esposa do goiano viu o e-mail de ativação e confirmou o milagre.
Honestidade acima de tudo
Jadiael não pensou duas vezes em ficar com o valioso aparelho. "Meu pai tem uma frase: ‘melhor o bom nome de qualquer riqueza desse mundo’. Eu sempre levo isso comigo para honrar o nome do meu pai", explicou o guia, que trabalha como monitor ambiental na região. A atitude rendeu elogios e viralizou, reforçando valores como integridade em tempos de individualismo.
João Manuel, por sua vez, celebrou a recuperação. "A gente até tentou voltar um pouquinho, mas como é que você vai encontrar? Dei como perdido", recordou. Ele destacou a importância de divulgar histórias positivas de honestidade e fé, que conectam pessoas distantes como Maragogi e Goiânia.
- Data da perda: 21 de dezembro de 2025, durante passeio de caiaque.
- Data da descoberta: 5 de janeiro de 2026, na Praia de Barra Grande.
- Tempo submerso: Exatos 15 dias em água salgada.
- Aparelho: iPhone 14 Pro Max, funcionando sem danos graves.
- Local: Maragogi, Alagoas, paraíso turístico do Nordeste.
Casos semelhantes que inspiram
Essa não é a primeira vez que um celular perdido no mar retorna à tona no Brasil. Em 2025, um entregador de app em São Vicente, litoral de São Paulo, pescou um iPhone 11 submerso por quase dois anos. Protegido por capinha à prova d'água, o aparelho foi devolvido ao dono após identificação pelo número na tela.
Outro exemplo veio de 2018, quando uma família humilde encontrou um smartphone valioso na praia e se esforçou para localizar o proprietário. Histórias como essas mostram que a tecnologia, apesar de frágil, resiste ao oceano – e que a boa ação sempre prevalece. Especialistas explicam que capas resistentes e desligamento automático ajudam na preservação, mas o fator humano faz a diferença.
Maragogi, com suas piscinas naturais, atrai milhares de turistas anualmente. Acidentes como esse são comuns, mas finais felizes como o de João e Jadiael viram lição. O guia reforça: "O bom nome vale mais que ouro". Uma mensagem que ecoa pelo país, incentivando atitudes nobres em praias e além.
Enquanto o verão segue agitado, turistas são alertados: evitem levar eletrônicos sensíveis em passeios aquáticos. Bolsas impermeáveis e atenção redobrada podem evitar dramas. Mas, se acontecer, há guias honestos como Jadiael prontos para ajudar.