Escolas já respondem à segunda etapa do Censo Escolar 2025 no Educacenso.
(Imagem: Alexandre Campbell/IMPA)
O Sistema Educacenso abriu nesta semana a segunda fase do Censo Escolar 2025 para todas as escolas de educação básica do Brasil. Responsáveis pelas unidades agora registram o rendimento final dos alunos do ano letivo passado.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) definiu o período de 19 de fevereiro a 30 de março para essa coleta. Ajustes no calendário deram mais tempo às redes de ensino após a primeira etapa, encerrada em julho.
Declaração detalha situação dos alunos
Gestores precisam informar, para cada estudante matriculado em 2025, se houve aprovação, reprovação, transferência, abandono ou falecimento. Esses registros exigem respaldo em atas, históricos e diários de classe para evitar inconsistências.
O Censo Escolar complementa assim os dados iniciais sobre matrículas, turmas e estrutura física. Juntas, as fases formam o retrato anual da educação básica, abrangendo creches até o ensino médio.
- Questionários cobrem infraestrutura, como laboratórios e acessibilidade.
- Informações sobre docentes incluem carga horária e qualificação.
- Alunos em modalidades como EJA e educação especial recebem atenção específica.
Base para o Ideb e repasses financeiros
Os números declarados servem diretamente ao cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), cruzados com provas do Saeb. Erros aqui comprometem a medição real de fluxo e aprendizado nas redes públicas e privadas.
Federalmente, o Censo Escolar orienta a liberação de bilhões em recursos via Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Municípios e estados planejam ações com base nesses indicadores.
Auditorias do MEC ou Tribunais de Contas podem ocorrer a qualquer momento, com punições para declarações inexatas. Isso garante credibilidade ao processo colaborativo entre União, estados e municípios.
Cronograma ajustado facilita participação
De 19 de fevereiro a 30 de março ocorre a coleta principal, seguida de resultados preliminares em 31 de março. Há janela de retificação até 14 de abril, totalizando cerca de dois meses de operação.
- Acesso via portal Educacenso com login da primeira fase.
- Manuais e cadernos de orientação disponíveis no site do Inep.
- Suporte técnico pelo telefone 0800 616161.
Unidades recém-criadas ou reabertas devem migrar declarações de alunos de escolas anteriores, mantendo continuidade nos registros.
Alcance amplo da educação básica
Pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), educação básica vai da creche aos 17 anos, incluindo educação infantil obrigatória a partir dos 4 anos, fundamental e médio. O Censo Escolar mapeia também educação de jovens e adultos e ensino especial.
Anualmente, o levantamento revela tendências como aumento de matrículas em tempo integral ou queda na evasão, influenciando o Plano Nacional de Educação (PNE). Primeiros resultados de 2025, de julho, já mostraram mais de 47 milhões de alunos no sistema.
Estados e municípios usam os dados para alocar professores e melhorar infraestrutura, combatendo desigualdades entre capitais e interior.
Consequências para o futuro educacional
Com precisão nos envios, o Censo Escolar fortalece metas do Ideb 2025, cujos números sairão ainda este ano e guiarão orçamentos de 2027. Redes com bom fluxo escolar acessam mais incentivos federais.
Identificação precoce de abandonos permite intervenções como bolsas permanência ou reforço pedagógico. Professores e diretores ganham ferramentas para autodiagnóstico e correção de rumos.
O esforço coletivo assegura transparência e equidade, beneficiando 47 milhões de estudantes. Participação integral das escolas é chave para políticas educacionais assertivas no Brasil.
Enquanto a coleta avança, educadores monitoram relatórios parciais para ajustes. O Censo Escolar, assim, não é só estatística, mas alicerce para transformações reais na sala de aula.