Ticketmaster com prática de precificação abusiva.
(Imagem: de stockking no Freepik)
O processo contra Ticketmaster por precificação abusiva ganhou novo impulso em janeiro de 2026. Um juiz federal determinou que a ação coletiva pode prosseguir, alegando que a gigante de ingressos enganou consumidores com preços iniciais baixos e taxas surpresa no checkout.
A decisão judicial destaca práticas como o "bait and switch", onde os valores anunciados não refletem o custo final devido a taxas abusivas. Isso afeta milhões de compradores de ingressos para shows e eventos desde 2010, com prejuízos estimados em bilhões de dólares.
Detalhes da Acusação
A Ticketmaster, subsidiária da Live Nation, enfrenta críticas por ocultar taxas de serviço que chegam a 44% do valor do ingresso. Consumidores relatam que os preços listados sobem drasticamente no final da compra, violando leis de proteção ao consumidor nos EUA.
O caso, inicialmente ajuizado em 2022 após o fiasco da venda de ingressos da turnê de Taylor Swift, agora se expande para uma ação coletiva representando mais de 400 milhões de bilhetes vendidos. O juiz considerou que os autores preencheram os critérios para prosseguir em nome de todos os afetados.
Precificação abusiva inclui não só taxas escondidas, mas também conivência com cambistas que burlam limites de compra usando bots e contas múltiplas. A FTC e estados acusam a empresa de lucrar com revendas inflacionadas.
Contexto das Disputas Legais
Não é a primeira vez que a Ticketmaster enfrenta tribunais por essas práticas. Em setembro de 2025, a Comissão Federal de Comércio (FTC) processou a empresa por táticas ilegais de revenda, alegando violação da Lei BOTS, que combate bots em vendas de ingressos.
- Taxas totais geraram US$ 16,4 bilhões entre 2019 e 2024, segundo a FTC.
- Corretoras adquirem milhares de ingressos e revendem na própria plataforma da Ticketmaster com preços elevados.
- Artistas definem preços e limites, mas a empresa permite burlas para lucrar com taxas extras.
Em dezembro de 2025, um juiz na Califórnia autorizou ação coletiva por sobrecarga em grandes locais. A decisão de janeiro de 2026 reforça o escrutínio sobre o monopólio da Live Nation no mercado de live entertainment.
Impactos para Consumidores e Setor
Para os fãs de música e esportes, o processo por precificação abusiva pode resultar em reembolsos e mudanças em como ingressos são vendidos. A transparência nos preços totais é uma demanda recorrente, com testes internos da empresa mostrando que divulgação adiantada reduz vendas, o que eles ignoraram.
O setor de entretenimento vive tensão, com ações antitruste do Departamento de Justiça buscando forçar a venda da Ticketmaster. O Presidente Trump assinou ordem executiva contra price-gouging em revendas, intensificando a pressão regulatória.
Enquanto o caso avança, consumidores são aconselhados a verificar custos totais antes de comprar. Casos semelhantes em Quebec, Canadá, também prosseguem, acusando taxas desproporcionais baseadas no valor do ingresso, não no serviço prestado.
A batalha judicial promete redefinir as regras do mercado de ingressos, beneficiando compradores comuns contra práticas monopolistas. Acompanhe atualizações, pois o desfecho pode impactar shows globais, incluindo turnês que chegam ao Brasil.
Essa precificação abusiva expõe vulnerabilidades no ecossistema digital de vendas, onde urgência artificial e timers pressionam decisões rápidas. Especialistas em direito do consumidor veem na decisão um precedente para ações semelhantes em outros países.