Tanzaniana Sisilia Panga vence a prova feminina da São Silvestre 2025.
(Imagem: Reprodução/TV Globo)
São Silvestre histórica marcou a centésima edição da prova com vitória africana no feminino e protagonismo brasileiro no pódio, em uma manhã de fortes emoções nas ruas de São Paulo.
A tanzaniana Sisilia Panga venceu a elite feminina da 100ª São Silvestre, completando os 15 km em 51min09s pelas ruas de São Paulo na manhã desta quarta-feira.
Na prática, ela encerrou oito títulos seguidos do Quênia entre as mulheres, abrindo espaço para novas potências africanas na icônica Avenida Paulista lotada de torcedores.
O duelo foi eletrizante: Panga travou disputa direta com a queniana Cynthia Chemweno e a brasileira Núbia de Oliveira desde a largada às 7h40, definindo a vitória antes da metade do percurso.
Brasileira repete pódio e reacende sonho nacional
Núbia de Oliveira terminou em terceiro lugar pelo segundo ano consecutivo, como melhor brasileira, atrás de Chemweno em segundo e Panga na frente.
Isso significa pressão constante no pódio desde 2024, alimentando a esperança de título nacional após o jejum desde 2006, com Lucélia Peres como última campeã brasileira.
Para Núbia, o resultado reforça a evolução do atletismo nacional e motiva amadores que correm os mesmos 15 km em busca de superação pessoal.
Domínio africano com novos protagonistas etíopes
No masculino, o etíope Muse Gizachew conquistou o título com 44min28s, após uma ultrapassagem dramática nos metros finais sobre o queniano Jonathan Kamosong.
O Quênia, dominante por anos, perde as duas provas pela primeira vez desde 2014, enquanto Tanzânia e Etiópia emergem como forças para 2026 na prova centenária.
Na prática, isso diversifica o cenário africano e eleva o nível de emoção, com finais decididos na reta final da Paulista.
Centenária consolida São Paulo como capital das corridas
A 100ª edição lotou a Avenida Paulista em 31 de dezembro, misturando elite internacional com milhares de amadores na largada ainda na madrugada.
Para o corredor de fim de ano e o torcedor paulista, ver tanzanianos e etíopes na frente impulsiona o turismo esportivo, o orgulho local e a tradição da capital como epicentro do atletismo de rua na América Latina.
O evento fecha 2025 com transmissão nacional, reforçando o impacto global da São Silvestre e o apelo para edições futuras ainda mais concorridas.