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Super Bowl

Super Bowl LX vira palco de celebração multicultural com Bad Bunny e crítica à política anti-imigração nos EUA

09 fev 2026 - 11h51 Joice Gomes   atualizado às 11h54
Super Bowl LX vira palco de celebração multicultural com Bad Bunny e crítica à política anti-imigração nos EUA Bad Bunny transformou o Super Bowl LX em festa multicultural pró-imigrantes, com bandeiras latinas e convidados como Lady Gaga. (Imagem: Reprodução/Carlos Barria/Agência Brasil)

O Super Bowl LX, final do campeonato de futebol americano, realizado na noite deste domingo (8) no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, transcendeu o esporte e se tornou um palco de celebração multicultural. A vitória do Seattle Seahawks por 29 a 13 sobre o New England Patriots foi ofuscada pela apresentação de Bad Bunny no intervalo, que exaltou a cultura latina e o orgulho imigrante.

Antes do jogo, a banda Green Day abriu o evento com hits como American Idiot, conhecida por seu posicionamento crítico ao atual governo. Essa sequência de atos musicais deu o tom político à noite, em meio a um público diversificado que lotou o estádio.

Domínio do Seahawks no campo

O Seattle Seahawks conquistou seu segundo título de Super Bowl com uma defesa dominante, vingando a derrota para os Patriots em 2015. O running back Kenneth Walker foi eleito o MVP da partida, destacando-se na corrida e na contribuição ofensiva.

A partida terminou 29 a 13, com os Seahawks controlando o ritmo desde o início. Essa vitória reforça a competitividade da NFC Oeste e marca um marco para a franquia de Seattle após anos de reconstrução.

  • Defesa dos Seahawks forçou sete sacks e recuperou bolas cruciais.
  • Kenneth Walker eleito MVP por desempenho versátil no ataque.
  • Placar final: Seahawks 29 x 13 Patriots, no Levi’s Stadium.

Apresentação histórica de Bad Bunny

No show do intervalo, Bad Bunny entregou uma performance de 13 minutos inteiramente em espanhol, celebrando nações latino-americanas com elementos culturais como plantações de cana-de-açúcar. O cantor porto-riquenho foi acompanhado por Lady Gaga, que cantou Die With a Smile em ritmo latino, e Ricky Martin, que interpretou Lo Que Le Pasó a Hawaii.

O ato culminou com dançarinos portando bandeiras de países do continente, do Chile ao Canadá, passando pelo Brasil. Bad Bunny finalizou com a frase “Juntos somos a América” e “continuamos aqui”, reforçando a presença e contribuição dos imigrantes nos EUA.

Essa escolha para o Super Bowl LX já havia gerado controvérsia meses antes, com o anúncio em setembro de 2025 provocando críticas prévias do presidente Trump.

  • Show em espanhol destacou orgulho latino e multiculturalismo.
  • Convidados especiais: Lady Gaga e Ricky Martin em duetos icônicos.
  • Encerramento com bandeiras de nações latinas e mensagem de união.

Reação polêmica de Donald Trump

A resposta do presidente Donald Trump veio imediatamente via Truth Social, chamando o show de “absolutamente terrível” e uma “afronta à Grandeza da América”. Ele criticou a dança, a língua e o conteúdo, alegando que não representava os padrões americanos.

Trump, que já havia se manifestado contra a escalação de Bad Bunny em outubro de 2025, usou o post para defender a NFL e atacar a mídia. Essa reação destaca as tensões políticas em torno da imigração, especialmente com ações do ICE contra imigrantes indocumentados.

O comentário reflete divisões culturais nos EUA, onde eventos como o Super Bowl amplificam debates sobre identidade e inclusão.

  • Post de Trump: “Show terrível, dança nojenta, ninguém entende”.
  • Crítica à NFL e defesa de “Faça a América Grande de Novo”.
  • Contexto de oposição prévia à presença de Bad Bunny.

Impactos culturais e políticos

O Super Bowl LX reforçou o papel do evento como fenômeno cultural global, assistido por milhões. A apresentação de Bad Bunny, um dos artistas mais streamados do mundo, une música, esporte e ativismo, inspirando comunidades latinas nos EUA.

Para os imigrantes, o show representa visibilidade e reconhecimento de contribuições econômicas e culturais. Políticamente, intensifica o debate sobre políticas de imigração no segundo mandato de Trump, iniciado em 2025.

No futuro, edições do Super Bowl podem continuar atraindo artistas com mensagens sociais, influenciando a agenda pública. A vitória dos Seahawks, por sua vez, impulsiona o futebol americano em regiões com forte presença imigrante.

Esse evento demonstra como o esporte americano incorpora diversidade, mesmo em meio a controvérsias. A audiência recorde e repercussão nas redes sociais confirmam seu status como plataforma de diálogo nacional.

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