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Olimpíada de Inverno 2026 em Milão-Cortina custou mais que o esperado e enfrentou prazos impossíveis, revela dirigente italiano

04 fev 2026 - 09h15 Joice Gomes
Olimpíada de Inverno 2026 em Milão-Cortina custou mais que o esperado e enfrentou prazos impossíveis, revela dirigente italiano Olimpíada de Inverno 2026 em Milão-Cortina superou o orçamento previsto e lidou com atrasos em instalações chave, segundo o CEO Andrea Varnier. (Imagem: gerado por IA)

As Olimpíada de Inverno 2026 chega com polêmicas financeiras e logísticas. O presidente-executivo dos Jogos, Andrea Varnier, admitiu que o evento custou mais do que o planejado inicialmente.

Em relatório apresentado ao Comitê Olímpico Internacional (COI), ele destacou desafios inesperados nos preparativos para Milão-Cortina.

A abertura oficial acontece nesta sexta-feira (6), mas algumas instalações ainda estão em fase final de construção.

Orçamento estourou em bilhões

O custo da Olimpíada de Inverno 2026 começou com um orçamento de cerca de US$ 1,3 bilhão, equivalente a R$ 6,7 bilhões na cotação atual. Esse valor subiu para mais de US$ 1,7 bilhão, ou R$ 8,8 bilhões.

Além disso, investimentos em infraestrutura pública somaram US$ 3,5 bilhões, cerca de R$ 18,2 bilhões, pressionando as contas italianas.

Varnier reconheceu a "situação financeira extremamente difícil" do comitê organizador ao longo dos anos.

Prazos apertados e obras emergenciais

Os organizadores enfrentaram "prazos quase impossíveis", segundo Varnier. A candidatura original previa locais existentes ou temporários, mas decisões de última hora mudaram o rumo.

Um novo centro em Cortina d'Ampezzo, pista de gelo orçada em milhões de euros, gerou controvérsias. O COI sugeriu usar estruturas vizinhas na Áustria, Suíça ou França.

O estádio de hóquei Santagiulia, em Milão, foi testado só em janeiro e ainda recebe acabamentos, com preocupações da NHL sobre a qualidade do gelo.

  • Arena Santagiulia: capacidade reduzida para 11.800 assentos, abaixo do ideal, mas apta para jogos.
  • Pista de Cortina: construção contestada, custou 118 milhões de euros (US$ 131 milhões).
  • Atrasos gerais: elevadores, banheiros e camarotes ainda em plástico em algumas áreas.

Pressões e lições para o futuro

"Esta jornada provou ser ainda mais árdua do que se imaginava", disse Varnier. Ele alertou que nem tudo sairá como originalmente sonhado.

Apesar das dificuldades, o dirigente elogiou a equipe por entregar a maior parte do planejado sob "condições de emergência".

A Olimpíada de Inverno 2026 marca a terceira vez na Itália, após Cortina 1956 e Turim 2006, e será a mais extensa da história com 118 eventos.

Os Jogos vão até 22 de fevereiro, com competições em neve e gelo espalhadas por Milão, Cortina e outras cidades alpinas.

Autoridades da Federação Internacional de Hóquei (IIHF) confirmam que superfícies de jogo e vestiários estarão prontos, priorizando a segurança dos atletas.

A NHL retorna aos Olímpicos após 12 anos, enviando estrelas como Connor McDavid, mas com inspeções extras nas arenas.

Impacto econômico e legado

O estouro no orçamento reflete desafios comuns em megaeventos. Paris 2024, por exemplo, serviu de lição para transporte e vila olímpica.

Na Itália, as obras impulsionam o turismo invernal, mas geram debates sobre sustentabilidade e custo-benefício para os contribuintes.

Varnier enfatizou o aprendizado com a pandemia, que atrasou inícios do comitê, e otimismo com parcerias comerciais fechadas recentemente.

Os Jogos prometem envolver 3 mil atletas de 80 nações, competindo por 118 medalhas de ouro em 16 dias de emoção.

Expectativa é de público recorde, com vendas de ingressos B2B já em andamento e foco em acessibilidade.

Enquanto as últimas obras correm, o mundo esportivo volta os olhos para os Alpes italianos, onde a neve pode ser incerta, mas a determinação não.

A Olimpíada de Inverno 2026 chega como teste de resiliência, provando que mesmo com custos extras, o espírito olímpico prevalece.

Atualizações diárias acompanharão o evento, destacando brasileiros como Jaqueline Mourão no esqui cross-country.

Prepare-se para duas semanas de velocidade, saltos e glides sobre gelo e neve.

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