Descubra por que os Estados Unidos veem o Brasil como peça-chave na disputa global por minerais críticos.
(Imagem: Reprodução/gerado por IA)
Os Estados Unidos intensificam o olhar para o Brasil na corrida por minerais críticos. Após movimentações na Venezuela e declarações sobre a Groenlândia, o país sul-americano surge como alvo prioritário.
O interesse não é casual. Reservas vastas de terras raras, nióbio e lítio colocam o Brasil no centro da geopolítica mineral global.
Donald Trump, presidente dos EUA, busca reduzir a dependência da China, que domina 90% do processamento desses recursos.
Estratégia americana em ação
Recentemente, os EUA avançaram na Venezuela, com foco em recursos minerais além do petróleo. Na Groenlândia, Trump reviveu a ideia de aquisição pelo potencial de terras raras e urânio.
Agora, o Brasil entra na mira. Representantes americanos já se reuniram com mineradoras brasileiras para discutir parcerias.
O governo Trump atualizou sua lista de minerais críticos, incluindo cobre e urânio, sinalizando urgência.
- Terrae raras: Segundas maiores reservas mundiais no Brasil.
- Nióbio: Líder global, essencial para ligas de alta resistência.
- Lítio e níquel: Chave para baterias de veículos elétricos.
Reserva brasileira e potencial econômico
O Brasil detém 66% das compras americanas de certos minerais críticos entre 2020 e 2023. Apesar disso, a exploração ainda é limitada.
Mineradoras como a Serra Verde receberam US$ 465 milhões do governo EUA para terras raras. Isso pode injetar bilhões na economia nacional.
O governo brasileiro planeja R$ 100 bilhões em investimentos para competir globalmente. A Política Nacional de Minerais Críticos avança no Congresso.
Esses recursos alimentam tecnologias como IA, defesa e energia limpa, justificando o interesse estrangeiro.
Negociações e condicionantes
Em Washington, Brasil e EUA retomaram diálogos sobre minerais críticos. O Brasil exige transferência de tecnologia e beneficiamento local.
Não queremos ser apenas fornecedores de commodity. Queremos agregar valor, afirmou fonte governamental em negociações recentes.
A rivalidade EUA-China acelera tudo. Pequim controla 85% do processamento global, mas restrições de exportação abriram brechas.
- Reuniões em dezembro de 2025 envolveram Ministérios de Minas e Energia e Defesa americano.
- Brasil destaca cobalto, grafite e potássio como trunfos.
- Investimentos podem gerar empregos e desenvolvimento regional sustentável.
Desafios ambientais e soberania
A exploração de minerais críticos exige equilíbrio entre economia e meio ambiente. Áreas como a Amazônia demandam fiscalização rigorosa.
O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) defende parcerias que respeitem normas ambientais brasileiras.
Analistas veem oportunidade para o Brasil liderar a cadeia global, mas alertam para riscos de dependência externa.
Com reservas de grafite, terceira maior do mundo, e nióbio monopolizado, o país tem poder de barganha.
Em 2026, negociações devem se intensificar, definindo o papel do Brasil nessa disputa do século.
Governos regionais preparam projetos pilotos para extração sustentável de terras raras.
Ainda em fase inicial, a produção brasileira de terras raras pode rivalizar com a asiática em poucos anos.
Especialistas preveem que parcerias com EUA acelerem inovação em semicondutores e energias renováveis.
O nióbio, usado em aviões e pontes, reforça a posição estratégica do Brasil.
Enquanto isso, o mundo observa: quem controlará os minerais críticos moldará o futuro tecnológico.
O Brasil, rico em subsolo, precisa navegar com sabedoria nessa nova corrida mineral.