Hugo Calderano vira número 2 do ranking mundial de tênis de mesa e primeiro sul-americano no top 2.
(Imagem: WTT/Divulgação)
O mesatenista Hugo Calderano alcançou um marco histórico ao assumir a vice-liderança no ranking mundial da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF), atualizado nesta segunda-feira (9). Pela primeira vez na carreira, o brasileiro de 29 anos ultrapassou o chinês Lin Shidong e ficou atrás apenas de Wang Chuqin, consolidando-se como o primeiro sul-americano a ocupar essa posição.
Esse feito representa não só o auge pessoal de Calderano, mas também um avanço inédito para o tênis de mesa nas Américas, modalidade dominada há décadas por asiáticos e europeus. Com 6.050 pontos acumulados nos oito melhores resultados das últimas 52 semanas, ele demonstra consistência em um circuito extremamente competitivo.
Trajetória até o topo do ranking
Hugo Calderano começou 2026 com bronze no WTT Star Contender de Doha, no Catar, sinalizando uma temporada promissora. Ao longo de 2025, ele acumulou conquistas decisivas: título da Copa do Mundo em Macau, vice-campeonato mundial em Doha,feito inédito para não asiáticos ou europeus na final e vitórias em torneios como WTT Star Contender Foz do Iguaçu, Ljubljana e WTT Contender Buenos Aires.
Esses resultados somaram pontos cruciais no ranking ITTF, que considera os oito melhores desempenhos anuais de cada atleta. A expiração dos pontos do Singapura Smash 2025 permitiu a ascensão de Calderano da terceira para a segunda posição, garantindo sua liderança até pelo menos 1º de março.
- Copa do Mundo 2025: Campeão em Macau, maior título individual da carreira.
- Mundial de Doha 2025: Vice-campeão, primeiro finalista de fora da Ásia e Europa.
- Campeonato Pan-Americano: Tetracampeão individual e por equipes.
- Jogos Pan-Americanos 2023: Tricampeão consecutivo individual.
Impacto para o esporte brasileiro
A ascensão de Hugo Calderano ao número 2 do mundo eleva o tênis de mesa brasileiro a um patamar global inédito. Pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), esse marco inspira novas gerações e atrai investimentos para bases de treinamento e competições nacionais.
O atleta, que entrou no top 10 em 2018 e manteve-se no top 20 por mais de 250 semanas consecutivas, quebra barreiras em um esporte onde a China detém 90% dos títulos mundiais recentes. Sua posição atual reforça o Brasil como potência emergente nas Américas, superando recordes continentais anteriores.
Calderano celebrou o feito em nota à CBTM: "É um grande orgulho levar o Brasil a mais um lugar inédito. Essa é a melhor temporada da minha carreira, e o ano está só começando". Ele mira o topo do ranking, inspirado em trajetórias como as de Novak Djokovic e LeBron James.
Novos desafios no circuito europeu
Recentemente, Hugo Calderano assinou contrato com o FC Saarbrücken, da Bundesliga alemã, para a temporada 2026/27, após quase dez anos no TTF Liebherr Ochsenhausen. Essa mudança visa intensificar sua preparação para torneios de elite, incluindo a Liga dos Campeões e a Copa da Alemanha.
Seu próximo compromisso é o Singapura Smash, entre 22 de fevereiro e 1º de março, onde defenderá pontos e buscará consolidar a vice-liderança. Uma boa campanha lá pode aproximá-lo do número 1, Wang Chuqin, em um calendário lotado de WTT Champions e Star Contenders.
- Singapura Smash 2026: Oportunidade para somar pontos e desafiar o líder.
- Bundesliga alemã: Novo clube oferece rodadas semanais contra top europeus.
- Olimpíadas Paris 2024: Quarto lugar individual, base para ambições futuras.
Por que isso importa para o tênis de mesa global
O sucesso de Hugo Calderano destaca a globalização do tênis de mesa, desafiando o monopólio asiático. Como primeiro sul-americano no top 2, ele abre portas para atletas de continentes periféricos, incentivando federações a investirem em infraestrutura e olheiros internacionais.
No Brasil, o esporte ganha visibilidade em portais como Agência Brasil e ge.globo, com potencial para expandir programas escolares e centros de alto rendimento. Especialistas preveem que essa posição impulsione o ranking coletivo brasileiro, hoje com Calderano como principal referência.
À frente, o foco está em manter a regularidade: evitar lesões, adaptar-se ao novo clube e brilhar em majors. Se Calderano sustentar o ritmo, o número 1 mundial pode ser o próximo capítulo dessa saga histórica.