A Defesa Civil de São Paulo colocou 30 municípios em estado de atenção devido ao risco de deslizamento de terra após chuvas acima de 70 mm.
(Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil)
A Defesa Civil do Estado de São Paulo colocou 30 cidades em estado de atenção nesta segunda-feira (9) por conta do risco elevado de deslizamento de terra. O alerta decorre do acúmulo de chuvas superior a 70 milímetros desde sexta-feira (6), combinado com novas precipitações previstas para o dia.
Essas condições afetam principalmente as regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, o Litoral Norte e a Baixada Santista. Áreas com encostas desprotegidas, sem vegetação ou próximas a residências apresentam maior vulnerabilidade, o que justifica a mobilização imediata de planos de contingência municipais.
Condições que elevam o risco
O risco de deslizamento surge da soma entre o solo encharcado pelas chuvas recentes e a previsão de mais instabilidade climática. Registros indicam acumulados expressivos nas últimas 72 horas, especialmente nas faixas leste e norte do estado, onde o perigo persiste até terça-feira (10).
No Guarujá, na Baixada Santista, ações preventivas adotadas na semana passada evitaram maiores danos quando deslizamentos atingiram quatro residências. A Defesa Civil reforça que o monitoramento constante por equipes de campo é essencial para minimizar impactos em comunidades expostas.
Todo o estado permanece sob alerta para chuvas intensas, com volumes acima de 50 mm esperados no Norte, Nordeste, Vale do Paraíba e Litoral Norte. Essa situação demanda remoção preventiva de famílias para abrigos e vistoria em pontos críticos.
Municípios afetados pelo alerta
As 30 cidades em estado de atenção incluem capitais regionais e municípios costeiros, todos com histórico de vulnerabilidade a eventos geo-hidrológicos. A lista abrange desde a capital paulista até o interior e o litoral, priorizando ações locais coordenadas.
- São Paulo
- Francisco Morato
- Franco da Rocha
- Mairiporã
- Santana de Parnaíba
- Registro
- Bertioga
- Guarujá
- Santos
- São Vicente
- Caraguatatuba
- Jacareí
- Lagoinha
- Lorena
- Redenção da Serra
- São José dos Campos
- São Sebastião
- Ubatuba
- Santo Antônio do Pinhal
- São Luiz do Paraitinga
- Iperó
- Laranjal Paulista
- Mairinque
- Salto
- Bragança Paulista
- Campinas
- Campo Limpo Paulista
- Cordeirópolis
- Indaiatuba
- Jundiaí
Sinais de alerta e orientações
Moradores de áreas mapeadas como de risco devem observar indícios de instabilidade, como rachaduras no solo, trincas em paredes, inclinação de árvores ou postes e estalos em encostas. Esses sinais precedem frequentemente um deslizamento e exigem evacuação imediata.
Em situações de perigo iminente, a recomendação é abandonar o local sem demora e contatar a Defesa Civil pelo 199. Equipes municipais realizam vistorias constantes, mas a participação da população fortalece a prevenção e reduz vítimas.
O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) registra que fevereiro já acumula 94,6 mm de chuva na capital, equivalente a 43,6% da média mensal esperada. Temperaturas amenas, entre 18°C e 25°C, acompanham a nebulosidade persistente.
Impactos e perspectivas futuras
Embora não haja relatos de vítimas graves até o momento, o estado de atenção visa evitar repetições de tragédias passadas, como alagamentos e deslizamentos em eventos semelhantes. A rápida resposta no Guarujá demonstra a eficácia de protocolos bem estabelecidos.
Para os próximos dias, a previsão indica variação de nuvens com chuvas isoladas, mantendo a vigilância necessária. Autoridades recomendam evitar moradias em encostas irregulares e investir em obras de contenção, como drenagem e reflorestamento.
O fenômeno climático atual reflete padrões sazonais de verão no Sudeste, com frentes frias e umidade amazônica contribuindo para precipitações volumosas. Comunidades preparadas enfrentam esses desafios com menor prejuízo, preservando vidas e patrimônio.
Defesas civis municipais atualizam os planos de contingência conforme a evolução do tempo, integrando dados de radares e estações meteorológicas. A coordenação entre estado e municípios garante resposta ágil, priorizando a segurança coletiva.
Especialistas destacam que o aquecimento global intensifica episódios extremos, tornando essenciais investimentos em monitoramento e educação ambiental. Populações informadas atuam como primeira linha de defesa contra desastres naturais.