Carlo Ancelotti afirma que Brasil pode encarar as melhores equipes do mundo após derrota para França.
(Imagem: gerado por IA)
O técnico Carlo Ancelotti demonstrou otimismo com o desempenho da seleção brasileira mesmo após a derrota de 2 a 1 para a França, em amistoso disputado na noite de quinta-feira (26) no Gillette Stadium, em Boston.
Em entrevista coletiva, o italiano enfatizou que o jogo mostrou a capacidade da equipe de competir em alto nível até o final, com um gol marcado em bola parada por Bremer aos 78 minutos, que não foi suficiente para evitar a vitória francesa com gols de Kylian Mbappé e Hugo Ekitike.
Confiança apesar do resultado
Ancelotti foi direto: “O jogo de hoje deixa muito claro para mim: podemos competir com as melhores equipes do mundo. Não tenho nenhuma dúvida”. Ele reconheceu a insatisfação com o placar, mas valorizou o espírito de luta da equipe contra um adversário de qualidade superior.
O treinador destacou a importância de analisar o contexto geral. “No contexto geral do jogo, estou satisfeito, porque a equipe competiu, lutou, com gol de bola parada, que é importante”, disse, apontando oportunidades em contra-ataques na segunda etapa, especialmente com a entrada de jogadores que trouxeram mais energia.
Questionado sobre Neymar, ausente da convocação, Ancelotti preferiu focar no presente: “Agora temos que falar dos que estavam aqui, que jogaram, que deram tudo, trabalharam muito. Estou satisfeito”.
Trajetória de Ancelotti no Brasil
Carlo Ancelotti assumiu o comando da seleção brasileira em maio de 2025, após deixar o Real Madrid, onde conquistou inúmeros títulos, incluindo cinco Ligas dos Campeões da UEFA. Sua chegada veio em um momento de turbulência, com a demissão de Dorival Júnior após resultados ruins nas Eliminatórias e na Copa América de 2024.
Desde então, o italiano implementou mudanças táticas, priorizando intensidade, leitura de jogo e posicionamento. Em 2025, comandou oito partidas, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, devolvendo identidade à equipe. Destaques incluem vitórias sobre Senegal e ajustes defensivos que reduziram vulnerabilidades vistas anteriormente.
Seu currículo impressiona: como treinador, acumula títulos em cinco ligas diferentes – Premier League (Chelsea), La Liga (Real Madrid), Serie A (Milan e Juventus), Ligue 1 (PSG) e Bundesliga (Bayern de Munique). No Real Madrid, foram duas La Ligas, duas Copas do Rei e múltiplos troféus europeus.
Preparação para a Copa do Mundo
A derrota para a França faz parte da reta final de preparação para a Copa do Mundo de 2026, expandida para 48 seleções e sediada por Estados Unidos, Canadá e México. O próximo teste é contra a Croácia, na terça-feira (31), no Camping World Stadium, em Orlando, às 21h (horário de Brasília).
A agenda segue apertada:
- 31 de maio: Brasil x Panamá, no Maracanã (despedida da torcida).
- 6 de junho: Brasil x Egito, em Cleveland (último amistoso).
- 13 de junho: Estreia na Copa contra Marrocos, no MetLife Stadium (Nova Jersey), às 19h.
- 19 de junho: Brasil x Haiti, na Filadélfia, às 22h.
- 24 de junho: Brasil x Escócia, em Miami, às 19h.
No Grupo C, o Brasil é cabeça de chave e favorito para avançar, mas Ancelotti alerta para a competitividade. Marrocos chega forte após campanha histórica em 2022, enquanto Haiti e Escócia representam desafios táticos distintos.
Desafios e expectativas
A seleção ainda busca entrosamento, especialmente no ataque, com Vinicius Júnior e Raphinha recebendo elogios de Ancelotti pela entrega, apesar das críticas pontuais. Defensivamente, Bremer e Léo Ortiz se destacaram, mas ajustes são necessários para bolas aéreas e transições rápidas.
O Mundial de 2026 promete ser o mais disputado da história, com novo formato de grupos de quatro equipes e fase de 32. Para Ancelotti, o foco é simples: “Estou convencido que vamos brigar pela Copa do Mundo com toda a nossa energia”. A torcida brasileira, ansiosa pelo hexa, vê no italiano a chance de resgatar o brilho pentacampeão.
Com menos de três meses para a estreia, cada amistoso é uma peça no quebra-cabeça. A luta mostrada contra a França reforça que o Brasil está no caminho certo, mas a vitória final dependerá de precisão e maturidade coletiva.