Vasco e Palmeiras decidem vaga na grande final da Copa do Brasil em novembro.
(Imagem: Reprodução/Matheus Lima/Vasco)
A Copa do Brasil entra em sua reta decisiva desenhando um dos confrontos mais pesados e tradicionais do futebol nacional. Vasco da Gama e Palmeiras carimbaram o passaporte para as semifinais do torneio mata-mata mais rentável do país. Os embates, previstos para as duas primeiras semanas de novembro pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), colocam frente a frente projetos esportivos distintos, mas que compartilham a mesma obsessão pela taça nacional.
A maturidade cirúrgica do Vasco no Barradão
O Vasco da Gama consolidou sua classificação com uma atuação de extrema inteligência tática ao vencer o Vitória por 2 a 0, em pleno Barradão, em Salvador. Após conquistar a vantagem mínima de 1 a 0 no jogo de ida em São Januário, o Cruzmaltino soube suportar a pressão inicial dos donos da casa, que tentaram abafar o setor defensivo carioca desde os primeiros minutos.
A partida ganhou contornos dramáticos no primeiro tempo. O Vitória apostava no jogo aéreo de Renato Kayzer e na bola parada, forçando o goleiro Léo Jardim a operar defesas importantes. O equilíbrio emocional dos cariocas foi colocado à prova quando o zagueiro Luan Cândido balançou as redes para o Vitória, lance que acabou anulado com o auxílio da tecnologia de impedimento semiautomático.
Com os donos da casa expostos defensivamente no desespero dos minutos finais, o Vasco aplicou um golpe duplo fatal. Primeiro, com o atacante Andrés Gómez em uma transição veloz pela ponta e, posteriormente, com Puma Rodríguez finalizando de forma cruzada para decretar a terceira presença seguida do clube de São Januário na semifinal da competição.
A frieza palmeirense e a calmaria tática na Vila Belmiro
No clássico paulista das quartas de final, o Palmeiras de Abel Ferreira deu mais uma lição de controle estratégico ao empatar por 0 a 0 com o Santos na Vila Belmiro. O Verdão carregava a confortável vantagem de 3 a 0 construída no Nubank Parque e utilizou sua conhecida consistência defensiva para neutralizar o ímpeto dos mandantes, que não conseguiram traduzir a posse de bola em finalizações limpas.
O jogo santista perdeu força criativa com a saída do atacante Neymar, que sentiu dores musculares na coxa direita ainda na primeira etapa. Sem seu principal articulador, o Santos virou presa fácil para o posicionamento de marcação do Palmeiras, liderado pelo goleiro Carlos Miguel. O Alviverde volta a figurar entre os quatro melhores da Copa do Brasil pela primeira vez desde 2020, ano em que faturou o caneco nacional.
Choque de escolas táticas e projeções para novembro
A semifinal promete testar o fôlego e o elenco das duas equipes. Enquanto o Vasco exibe uma enorme força mental e agressividade nos contra-ataques sob pressão, o Palmeiras responde com repertório tático refinado, solidez física e a bagagem de um grupo amplamente acostumado a decisões de grande porte. O duelo reedita encontros marcantes da história da competição, como as semifinais de 1998 e a grande decisão de 2015, ambas vencidas pela equipe paulista.
Na outra ponta da tabela, o Atlético-MG já assegurou seu lugar ao eliminar o rival Cruzeiro por 2 a 1, de virada, na Arena MRV. O adversário do clube mineiro sairá do clássico Gre-Nal entre Grêmio e Internacional, adicionando ainda mais rivalidade regional ao desfecho de uma das edições mais competitivas da história da Copa do Brasil.