Pedro Rocha comemora o gol da vitória do Coritiba sobre o Remo no Estádio Mangueirão.
(Imagem: JP Pacheco | Coritiba)
A vigésima quinta rodada do Campeonato Brasileiro terminou com um roteiro digno dos grandes clássicos do futebol nacional. No gramado do Estádio Mangueirão, em Belém, o Coritiba superou o Remo por 3 a 2 em um confronto marcado por duas viradas e um gol decisivo nos acréscimos do segundo tempo.
Para o clube paranaense, o triunfo representa um salto crucial na tabela de classificação, colocando a equipe muito próxima da zona que garante vaga na Copa Libertadores da América. Já para os donos da casa, o revés mantém o sinal de alerta máximo ligado na luta pela permanência na elite.
A matemática do G-5 e o drama do Z-4
Com a vitória heroica fora de casa, o Coritiba chegou aos 37 pontos, assumindo a sétima colocação geral. A diferença para o Bahia, quinto colocado e último integrante do G-5, caiu para apenas três pontos. O resultado embala o elenco do Coxa, que passa a enxergar o torneio continental como um objetivo palpável para a reta final da temporada.
Por outro lado, o Remo vive uma situação dramática. O Leão Azul precisava desesperadamente dos três pontos para deixar a zona de rebaixamento, algo que não acontece há mais de cinco meses. Com a divisão de forças na competição, a equipe paraense estaciona na 19ª posição, com 23 pontos, acumulando um incômodo jejum de cinco partidas sem vencer no Brasileirão.
Uma segunda etapa de pura intensidade
Depois de um primeiro tempo estudado e nervoso, as redes só balançaram na etapa complementar, quando as estratégias táticas deram lugar à pura emoção. Logo aos dois minutos, o atacante Pedro Rocha cobrou escanteio fechado e o volante José Welison, ao tentar fazer o corte defensivo, cabeceou contra a própria meta, abrindo o placar para o Coritiba.
A resposta do Remo veio com contornos de drama e categoria. Aos 15 minutos, o meia Zé Ricardo acertou um chute espetacular no ângulo de Pedro Morisco após fintar a marcação de JP Chermont. A bola tocou no travessão antes de entrar, inflamando a torcida no Mangueirão.
Apenas quatro minutos depois, a virada paraense parecia desenhar uma noite de festa. JP Chermont cometeu pênalti em Gabriel Taliari. Na cobrança, Yago Pikachu parou na defesa do goleiro coxa-branca, mas demonstrou oportunismo ao pegar o rebote para fazer 2 a 1.
O golpe final nos acréscimos
A euforia do Remo durou apenas 12 minutos. Aos 31, Paulo Roberto evitou a saída da bola na linha de fundo e cruzou rasteiro para o atacante Fabinho deixar tudo igual no placar. O empate parcial já era um resultado ruim para as pretensões do Remo, mas o pior estava por vir.
Aos 48 minutos, quando o empate parecia definido, o Coritiba encaixou um contra-ataque cirúrgico. Sebastián Gómez serviu Pedro Rocha, que finalizou com precisão no canto do goleiro Marcelo Rangel, silenciando o Mangueirão e sacramentando o placar de 3 a 2.
Perspectivas para a reta decisiva do Brasileirão
A vitória nos acréscimos injeta uma dose maciça de confiança no vestiário do Coritiba, que agora se prepara para uma sequência de confrontos diretos na parte de cima da tabela. A consistência defensiva e o poder de reação demonstrados em Belém serão testados nas próximas semanas.
Para o Remo, resta a missão de reorganizar o sistema defensivo e trabalhar o fator psicológico de um elenco pressionado pela zona da degola. A margem de erro do Leão Azul está praticamente esgotada, e as próximas rodadas serão decisivas para definir o futuro do clube na temporada.