Representação editorial em homenagem à trajetória de Carlos Alberto Dias no futebol brasileiro.
(Imagem: gerado por IA)
O futebol brasileiro perdeu nesta segunda-feira (5) Carlos Alberto Dias, aos 59 anos. Ex-meia de Botafogo, Vasco, Flamengo e Fluminense e com passagem pela Seleção Brasileira, ele trabalhava como treinador do Ypiranga-PE. A morte foi confirmada pelo clube pernambucano.
Carlos Alberto ficou especialmente marcado na história do Botafogo pelo gol que definiu o título do Campeonato Carioca de 1990. A trajetória, porém, foi mais ampla: o jogador vestiu as camisas dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro e chegou à Seleção em 1992.
Treinador passou mal no fim de semana
Segundo informações divulgadas pelo Ypiranga, Carlos Alberto apresentou fadiga, febre, vômitos e diarreia no sábado. No domingo, procurou atendimento em uma unidade de pronto atendimento de Santa Cruz do Capibaribe, foi medicado e liberado após melhora.
Horas depois, voltou a passar mal, desta vez com dor no peito. O treinador retornou à unidade de saúde e foi encaminhado ao Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, para avaliação cardiológica, mas não resistiu. A causa da morte não foi informada oficialmente.
Histórico recente de problema cardíaco
O ex-jogador já havia enfrentado problemas de saúde. No início de 2026, deixou o comando do Humaitá, do Acre, poucos dias após o começo da pré-temporada. Na ocasião, dirigentes informaram que ele havia passado por procedimento para colocação de stent e precisava permanecer em repouso.
Esse histórico, entretanto, não permite estabelecer a causa da morte atual sem informação médica oficial. A relação entre episódios não deve ser presumida.
Gol de 1990 virou capítulo histórico
Como jogador, Carlos Alberto Dias construiu uma carreira de grande circulação no futebol brasileiro. No Botafogo, entrou definitivamente para a memória da torcida ao marcar o gol do título estadual de 1990.
Também atuou por Vasco, Flamengo e Fluminense, algo incomum em uma carreira, além de ter sido chamado para a Seleção Brasileira e disputado amistosos com a camisa do país.
Carreira continuou à beira do campo
Depois de deixar os gramados, Carlos Alberto seguiu ligado ao futebol como treinador. Trabalhou em diferentes estados e estava à frente do Ypiranga de Santa Cruz do Capibaribe na preparação para a temporada pernambucana.
A morte interrompe uma trajetória de décadas no esporte, que atravessou grandes clubes, Seleção Brasileira e equipes de diferentes regiões do país. O legado mais lembrado pelo torcedor botafoguense permanece ligado a uma bola na rede que decidiu um campeonato.