Vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente no SUS.
(Imagem: Paulo Pinto/Agencia Brasil)
O Ministério da Saúde reforçou o chamamento para que a população mantenha a vacinação contra o sarampo em dia diante da confirmação de 27 casos da doença no Brasil em 2026. A orientação é verificar a caderneta e procurar uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) quando houver doses pendentes.
Do total de casos registrados neste ano, 24 estão relacionados a uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho no estado de São Paulo. São 21 casos na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Outros três casos, dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro foram registrados anteriormente e já são considerados encerrados após 12 semanas sem novas ocorrências associadas.
Campanha segue até 1º de setembro
A Campanha Nacional de Multivacinação continua até 1º de setembro e tem como público principal crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação permite conferir a situação vacinal e receber as doses previstas no calendário, incluindo a vacina tríplice viral.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 13 milhões de doses da tríplice viral foram distribuídas a estados e municípios em 2026. Mais de 5,4 milhões de doses já haviam sido aplicadas em todo o país até a atualização mais recente.
Vacina é principal forma de prevenção
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e pode provocar complicações graves. A principal forma de prevenção é a vacinação.
A tríplice viral, disponível gratuitamente no SUS, protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para crianças, o esquema de rotina prevê duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Pessoas de até 29 anos que não tenham sido vacinadas ou não possuam comprovação devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Para adultos de 30 a 59 anos, a recomendação é de uma dose, conforme o histórico vacinal e a avaliação do serviço de saúde.
São Paulo tem estratégia ampliada
Diante da cadeia de transmissão identificada no estado de São Paulo, o Ministério da Saúde ampliou a vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
Nessas cidades, a estratégia inclui crianças de 6 a 11 meses com a chamada dose zero. Essa aplicação é adicional e não substitui as doses de rotina previstas aos 12 e aos 15 meses de idade.
As autoridades de saúde também mantêm ações de investigação epidemiológica, busca ativa de casos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal para interromper a transmissão.
Brasil segue sem circulação endêmica
Apesar dos casos confirmados, o Brasil mantém o status de país sem circulação endêmica do sarampo. Em 2025, foram registrados 38 casos importados ou relacionados à importação, e todas as cadeias de transmissão foram encerradas por meio de ações de vigilância e vacinação.
O Ministério da Saúde destaca que o aumento de casos em outros países das Américas amplia o risco de importação do vírus. Por isso, a recomendação é manter as coberturas vacinais elevadas para evitar que transmissões pontuais se transformem em circulação sustentada no território nacional.
Cobertura voltou a crescer nos últimos anos
Após seis anos consecutivos de queda, a cobertura da tríplice viral voltou a crescer a partir de 2023. Em 2025, o índice superou 93%, segundo o Ministério da Saúde, o melhor resultado dos últimos nove anos.
Mesmo com a recuperação, a pasta reforça que a vacinação precisa permanecer atualizada. A orientação é levar a caderneta à unidade de saúde para que os profissionais verifiquem quais doses são necessárias de acordo com a idade e o histórico de cada pessoa.