Profissionais de saúde avaliam cadernetas de vacinação em postos da Baixada Santista.
(Imagem: Divulgação/PMS)
O tempo está se esgotando para os pais e responsáveis da Baixada Santista que ainda não regularizaram a situação vacinal de suas crianças e adolescentes. A Campanha de Multivacinação, uma iniciativa crucial coordenada pelas secretarias municipais de saúde em parceria com o Ministério da Saúde, entra em sua reta final e será encerrada oficialmente nesta terça-feira.
Manter a caderneta atualizada não é apenas uma exigência escolar ou burocrática; trata-se de um escudo coletivo. A mobilização regional tenta reverter os índices preocupantes de cobertura vacinal registrados nos últimos anos na Baixada Santista, que acenderam o alerta de médicos pediatras e autoridades de saúde pública.
O que está em jogo na reta final da campanha
O principal objetivo da ação é facilitar o acesso a imunizantes que protegem contra mais de 20 doenças graves. Entre elas, destacam-se a poliomielite, meningite, sarampo, caxumba, rubéola e a hepatite B. Com a rotina atribulada das famílias, muitas doses de reforço acabam esquecidas, deixando os jovens expostos a vírus e bactérias de fácil transmissão.
Durante o período da campanha, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e de Saúde da Família (USFs) de cidades como Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande reforçaram suas equipes para garantir um atendimento ágil. A estratégia de multivacinação é altamente eficiente: em uma única visita, os profissionais avaliam o histórico da criança e aplicam todas as doses pendentes de forma segura.
Vacinas disponíveis e documentos necessários
A campanha é voltada para menores de 15 anos de idade. Estão disponíveis imunizantes essenciais do calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI), como a vacina Pentavalente, a VIP (Poliomielite inativada), a Tríplice Viral e a vacina contra o HPV, essencial para a prevenção de cânceres na vida adulta.
Para realizar a atualização, os responsáveis devem comparecer ao posto de saúde mais próximo levando os seguintes documentos de forma obrigatória:
• Caderneta de Vacinação (documento físico essencial para a triagem);
• Cartão do Sistema Único de Saúde (SUS);
• Documento de identidade com foto do menor e do responsável.
Caso a caderneta tenha sido perdida, a recomendação das autoridades médicas é comparecer ao posto mesmo assim. Os profissionais de saúde conseguem consultar o histórico digitalizado no sistema de dados municipal para aplicar as doses corretas.
O perigo real da baixa cobertura vacinal na região
Nos últimos anos, a hesitação vacinal e a disseminação de notícias falsas reduziram perigosamente a imunidade de rebanho em diversas comunidades do litoral paulista. Doenças que eram consideradas erradicadas no Brasil, como o sarampo, voltaram a registrar casos isolados em solo nacional devido a essas brechas na imunização.
Especialistas da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alertam que o fluxo intenso de turistas na Baixada Santista aumenta a circulação de diferentes patógenos. Esse fator geográfico torna a imunização local ainda mais urgente, funcionando como uma barreira sanitária para toda a população da região metropolitana.
As prefeituras locais orientam que os responsáveis não deixem para a última hora, evitando filas nos postos de saúde no encerramento do prazo na próxima terça-feira. A expectativa é que o encerramento desta campanha consolide uma alta na cobertura vacinal regional, preparando o terreno para as próximas ações preventivas do calendário nacional de saúde de 2026.