Imagem ilustrativa sobre vacinação contra o sarampo. Adultos com esquema incompleto devem verificar a situação vacinal e procurar o SUS conforme a faixa etária.
(Imagem: gerado por IA)
O aumento de casos de sarampo em São Paulo reforçou o alerta para que crianças, adolescentes e adultos confiram a situação vacinal. Em 2026, o Brasil soma 29 casos confirmados da doença até a semana epidemiológica 35, sendo 28 no estado de São Paulo e um no Rio de Janeiro, segundo dados oficiais de vigilância em saúde.
No estado paulista, a maior concentração está na capital, com 25 casos confirmados. Outros dois foram registrados em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Apesar das ocorrências, o Brasil mantém o status de eliminação da transmissão endêmica do sarampo, mas as autoridades intensificaram vacinação, investigação de contatos e bloqueios vacinais.
Adultos também devem conferir a vacinação
Embora o sarampo seja frequentemente associado à infância, adultos também podem adoecer e transmitir o vírus. A recomendação nacional é que pessoas de até 29 anos tenham duas doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Para adultos de 30 a 59 anos, a orientação é ter pelo menos uma dose, caso não haja comprovação de vacinação anterior. Profissionais de saúde devem ter duas doses, independentemente da idade, por estarem mais expostos ao contato com pessoas doentes.
Quem não sabe se foi vacinado ou perdeu a caderneta deve procurar uma unidade do SUS para avaliação do histórico e orientação. Em geral, não há problema em receber uma dose adicional quando não existe comprovação, desde que não haja contraindicação médica.
Crianças seguem esquema de rotina
No calendário infantil, a primeira dose da tríplice viral é aplicada aos 12 meses. Aos 15 meses, a criança recebe a segunda dose, conforme o esquema previsto pelo Programa Nacional de Imunizações.
Em áreas com circulação do vírus ou risco elevado de transmissão, autoridades sanitárias podem adotar estratégias adicionais, como a chamada dose zero para bebês de 6 a 11 meses. Essa dose extra não substitui as aplicações de rotina aos 12 e 15 meses.
São Paulo reforçou vacinação
Diante da cadeia de transmissão identificada no estado, municípios paulistas intensificaram ações de vacinação. Na capital, mais de 2,1 milhões de doses contra o sarampo foram aplicadas durante a mobilização ampliada realizada em agosto, segundo dados municipais.
Mesmo após o fim das ações especiais, a vacina continua disponível gratuitamente nas unidades do SUS. A recomendação é não esperar o aparecimento de novos casos para atualizar o esquema.
Sarampo é altamente contagioso
O sarampo é causado por um vírus transmitido pelo ar por meio de gotículas e aerossóis liberados quando uma pessoa infectada tosse, fala ou espirra. O vírus tem alta capacidade de transmissão e pode permanecer no ambiente por algum tempo após a saída do doente.
Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus antes mesmo do aparecimento das manchas vermelhas na pele, o que facilita a disseminação em ambientes fechados e locais com baixa cobertura vacinal.
Principais sintomas
Os sintomas mais comuns incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo.
Também podem ocorrer mal-estar, perda de apetite e maior sensibilidade à luz. A doença pode evoluir com complicações como pneumonia, infecção de ouvido e, em casos mais graves, alterações neurológicas.
Crianças pequenas e imunossuprimidos exigem maior atenção
Bebês, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comprometimento do sistema imunológico estão entre os grupos que podem apresentar maior risco de complicações.
A vacina tríplice viral é produzida com vírus vivos atenuados e possui contraindicações específicas, inclusive em determinadas situações de gestação e imunossupressão. Nesses casos, a avaliação deve ser feita por profissional de saúde.
O que fazer diante de suspeita
Quem apresentar sintomas compatíveis e tiver histórico de contato com caso suspeito ou confirmado deve evitar circular em locais com outras pessoas e procurar orientação de um serviço de saúde.
É recomendável informar previamente a unidade sobre a suspeita, quando possível, para que medidas de isolamento e proteção possam ser adotadas e reduzir o risco de transmissão dentro do próprio serviço.
Vacinação é a principal forma de prevenção
O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é a estratégia mais eficaz para impedir a circulação do vírus. Altas coberturas vacinais também protegem pessoas que não podem receber a vacina por contraindicação médica.
Mesmo com o status de eliminação da transmissão endêmica preservado, casos importados ou cadeias localizadas podem ocorrer enquanto o vírus circular em outros países. Por isso, manter o esquema vacinal atualizado continua sendo essencial para evitar novos surtos.