Polícia Civil prendeu na terça-feira (6) um operador de empilhadeira do Terminal de Cargas do Aeroporto de Guarulhos, suspeito de furtar pelo menos três cargas de telas e celulares, com prejuízo de R$ 3 milhões. Isso significa que importadores enfrentam perdas diretas e atrasos em entregas para todo o país.

O caso expõe vulnerabilidades no hub que movimenta milhões de toneladas anualmente, afetando desde grandes empresas até lojistas de rua que esperam peças essenciais.

Operação Check-In III avança com quarto preso do esquema

A Operação Check-In III, do Deic, cumpriu mandado de prisão temporária e busca na Rua Quixadá, em Guarulhos. Imagens de câmeras mostram o suspeito deixando caixas de telas em local estratégico, sem autorização da Receita Federal, em 23 de junho de 2025.

Horas depois, cúmplice externo retirava a carga como se fosse operação normal. Cada caixa valia até R$ 300 mil, somando o rombo total.

Histórico de desvios: de setembro de 2025 até agora

A operação começou em 25 de setembro de 2025, com três prisões na primeira fase e oito buscas. Agora, o quarto integrante caiu, mas a polícia busca mais nomes na quadrilha infiltrada.

Guarulhos, maior aeroporto da América Latina, registra furtos recorrentes de eletrônicos destinados a centros comerciais populares. Na prática, isso eleva custos de seguro e frete para todos os usuários.

Impacto real: prejuízos e mudanças no dia a dia

Empresas de transporte acionaram a Divecar após sumiços frequentes. O suspeito, terceirizado e não direto da GRU Airport, facilitava desvios em horários de menor movimento.

Isso gera desconfiança: envios internacionais atrasam, preços sobem e fiscalização da Receita aperta. Para o paulistano ou empresário do interior, significa mercadorias caras ou escassas nas prateleiras.

Polícia avança: quem mais está envolvido?

Investigadores do delegado João Carlos Hueb analisam coordenação entre insiders e externos. A SSP-SP confirma que ações continuam para mapear toda a rede criminosa.

O preso está à disposição da Justiça, respondendo por furto qualificado e associação criminosa. Risco é alto: sem freios, prejuízos podem dobrar em 2026, com impacto em empregos e economia local de Guarulhos.

GRU Airport reforça que não era funcionário próprio e colabora com inquéritos. Expectativa é de mais prisões em dias, mudando a segurança no terminal para sempre.