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Polícia Civil de SP prende mulher suspeita de integrar rede de pedofilia na Operação Apertem os Cintos

10 mar 2026 - 12h06 Joice Gomes   atualizado às 12h09
Polícia Civil de SP prende mulher suspeita de integrar rede de pedofilia na Operação Apertem os Cintos A Polícia Civil de São Paulo prendeu uma mulher de 29 anos suspeita de participar de rede de pedofilia liderada por piloto. (Imagem: Pablo Jacob/ DHPP)

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira, 10 de março de 2026, a segunda fase da Operação Apertem os Cintos. Uma mulher de 29 anos foi presa no Espírito Santo, suspeita de integrar a organização criminosa que explorava sexualmente crianças e adolescentes.

A detida atuava como coautora dos crimes, investigada por estupro de vulnerável, além da produção, compartilhamento e comercialização de material de abuso sexual infantil. As evidências incluem conversas em aplicativos e elementos digitais que apontam para abusos contra uma criança de apenas 2 anos, material encomendado pelo líder do grupo.

Durante a ação, os agentes apreenderam o celular da suspeita, que será submetido a perícia detalhada. A operação visa interromper a rede criminosa, proteger vítimas e preservar provas essenciais para o processo judicial.

Primeira fase desarticulou núcleo da rede

A Operação Apertem os Cintos começou em 9 de fevereiro de 2026, com a prisão de Sérgio Antônio Lopes, piloto de 62 anos da Latam, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ele era considerado o chefe da organização, que atuava há pelo menos oito anos em crimes como estupro de vulnerável e exploração sexual de menores.

Na mesma etapa inicial, foram detidas duas mulheres: uma avó de 55 anos, identificada como Denise Moreo, em Guararema, e a mãe de vítimas, por facilitar abusos em troca de pagamentos entre R$ 50 e R$ 100, remédios ou aluguel. O piloto usava documentos falsos para levar as crianças a motéis, registrando-as como adultas.

As investigações, conduzidas pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, identificaram ao menos 10 vítimas diretas, com idades entre 10 e 14 anos. O esquema envolvia aliciamento de famílias vulneráveis e divisão de tarefas entre os membros.

  • Prisão do piloto ocorreu durante embarque no voo LA3900 para o Rio de Janeiro.
  • Avó entregava netas de 10, 12 e 14 anos em troca de dinheiro.
  • Mãe de vítimas enviava vídeos e fotos para o grupo criminoso.
  • Latam demitiu o piloto imediatamente após a prisão.

Modus operandi da organização criminosa

O piloto Sérgio Antônio Lopes aproximava-se inicialmente de mães e avós, estabelecendo relações afetivas para depois acessar as crianças. Ele declarava explicitamente preferir "garotinhas" e "novinhas", pagando valores baixos por imagens, vídeos e encontros físicos. A rede operava com habitualidade e coordenação, usando aplicativos para trocas de material ilegal.

Provas colhidas incluem mensagens, celulares e registros de transações. O suspeito admitiu parte dos crimes ainda no aeroporto, mostrando conteúdos em seu dispositivo aos policiais. A operação cumpriu mandados de prisão temporária e buscas em São Paulo e região metropolitana.

Essa estrutura organizada evidencia a sofisticação do crime, com divisão de funções: uns aliciavam, outros produziam material e o líder coordenava encomendas e pagamentos. As diligências continuam para mapear toda a extensão da rede.

  • Uso de documentos falsos para registrar menores como maiores de idade em motéis.
  • Pagamentos variavam de R$ 30 a R$ 100 por ato ou imagem.
  • Encomendas específicas de vídeos de abusos contra crianças pequenas.
  • Aproximação inicial via relacionamentos com familiares das vítimas.

Impactos e continuidade das investigações

A Operação Apertem os Cintos representa um avanço no combate à exploração sexual infantil no Brasil, resguardando a integridade de vítimas e tirando de circulação elementos perigosos. Ao menos 10 menores foram identificados, mas o número pode crescer com análises de dispositivos apreendidos.

As autoridades enfatizam a gravidade dos fatos, que violam a dignidade de crianças e adolescentes. A prisão da mulher de 29 anos na segunda fase reforça a determinação em desmantelar a rede por completo, com possibilidade de novas detenções.

O caso destaca a importância de denúncias e monitoramento digital para prevenir esses crimes. A Polícia Civil prossegue com perícias e buscas por outros envolvidos, visando justiça plena e proteção à infância. Especialistas apontam que ações como essa reduzem a demanda por material ilegal e incentivam famílias a romperem ciclos de vulnerabilidade.

  • Identificação de pelo menos 10 vítimas diretas nas investigações iniciais.
  • Participação de 32 policiais e 14 viaturas na primeira fase.
  • Prisões preventivas mantidas por 30 dias para análise de provas.
  • Possibilidade de expansão da operação para outros estados.

Essas operações demonstram o compromisso das forças de segurança em enfrentar redes criminosas sofisticadas. O foco agora é na recuperação psicológica das vítimas e na responsabilização de todos os participantes, garantindo que crimes dessa natureza não fiquem impunes.

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