Heloísa Bolsonaro admite que o marido Eduardo não está bem emocionalmente devido ao exílio nos Estados Unidos.
(Imagem: Reprodução/X)
A esposa de Eduardo Bolsonaro, Heloísa Bolsonaro, publicou um desabafo nas redes sociais confirmando que o marido “não está bem”. A declaração veio em resposta ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que havia dito o mesmo durante uma troca de críticas públicas.
No texto, Heloísa explica que o Eduardo Bolsonaro não está bem por carregar um “peso absurdo nas costas” e a dor da saudade do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no Complexo da Papuda. Ela destaca que o casal está nos Estados Unidos há um ano, sem poder retornar ao Brasil.
A postagem marca exatamente um ano desde a saída do país, obrigada por decisões difíceis ligadas à luta política. Heloísa menciona que Eduardo Bolsonaro trabalha diariamente, de forma voluntária, pelo Brasil em que acredita, mesmo à distância.
Conflito com Nikolas Ferreira
O episódio ganhou destaque após Eduardo Bolsonaro criticar Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro por suposta falta de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026. Em entrevista ao SBT News, Eduardo apontou omissões de aliados.
Nikolas rebateu, dizendo que Eduardo Bolsonaro não está bem e preferiu não alimentar divergências, focando em “salvar o Brasil”. Ele visitava Jair Bolsonaro na prisão quando comentou o assunto com jornalistas.
Heloísa saiu em defesa do marido, concordando com a frase de Nikolas, mas reinterpretando-a como resultado de sacrifícios. A troca expõe rachas no bolsonarismo, especialmente em torno da estratégia eleitoral para 2026.
- >Eduardo criticou falta de apoio de Nikolas e Michelle à candidatura de Flávio. >Nikolas afirmou que Eduardo tem “amnésia” e não está bem emocionalmente. >Heloísa reforçou, ligando o estado ao exílio e à pressão política.
Motivos do exílio nos Estados Unidos
Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil há um ano por perseguições políticas, segundo a família. Ele perdeu o mandato na Câmara dos Deputados em dezembro de 2025 por excesso de faltas não justificadas, enquanto residia nos EUA.
Com a cassação, Eduardo perdeu o passaporte diplomático e depende de visto comum para permanecer no país. Aliados temem deportação, e ele denuncia manobras para forçá-lo a voltar e enfrentar investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).
Heloísa relata que a comunicação com Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado, agora se limita a cartas. O ex-presidente cumpre pena de mais de 27 anos em regime fechado.
- >Cassação do mandato em dezembro de 2025 por faltas acumuladas. >Cancelamento do passaporte diplomático logo após. >Investigações no STF por ações contra o Judiciário brasileiro a partir dos EUA. >Um ano sem retorno ao Brasil, completado nesta semana.
Pré-candidatura de Flávio Bolsonaro em 2026
Heloísa vincula a possível volta ao Brasil à eleição de Flávio Bolsonaro como presidente em 2026. Ela expressa fé de que, com Flávio no poder, “a história será outra”.
Jair Bolsonaro confirmou a indicação de Flávio em carta escrita à mão, lida pelo filho antes de cirurgia em dezembro de 2025. O senador anunciou a pré-candidatura no PL, com apoio do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.
As críticas de Eduardo visavam cobrar coesão em torno dessa candidatura. Apesar dos atritos, o bolsonarismo busca unidade para enfrentar o pleito, em meio a prisões e exílios na família.
O desabafo de Heloísa humaniza o impacto pessoal do exílio político. Ela menciona dificuldades emocionais, como gravar vídeos sem chorar, e o cuidado com a família distante.
- >Carta de Jair Bolsonaro ratifica Flávio como pré-candidato. >Anúncio oficial em dezembro de 2025 pelo senador. >Esperança de retorno condicionada à vitória em 2026. >Tensões internas expõem desafios de articulação no PL.
Impactos no bolsonarismo e perspectivas futuras
As declarações revelam vulnerabilidades emocionais e políticas no núcleo bolsonarista. O exílio de Eduardo Bolsonaro simboliza os custos das disputas com o Judiciário, enquanto a prisão de Jair limita sua liderança direta.
Para 2026, a pré-candidatura de Flávio ganha centralidade, mas rachas como esse entre filhos e aliados podem enfraquecer a base. Nikolas Ferreira prioriza ações no Brasil, contrastando com a atuação externa de Eduardo.
Analistas veem o episódio como teste de resiliência do movimento. O retorno de Eduardo dependeria não só de vistos, mas de mudanças políticas profundas, como a vitória eleitoral prometida por Heloísa.
A família Bolsonaro continua influente no PL e na direita, mas enfrenta fragmentação. O desabafo reforça a narrativa de sacrifício pela causa, mobilizando apoiadores em um ano eleitoral decisivo.