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Delegada presa por ligação com o PCC choca SP

16 jan 2026 - 11h00 Joice Gomes   atualizado às 11h05
Delegada presa por ligação com o PCC choca SP Polícia Civil de São Paulo. (Imagem: Divulgação/Secretaria de Segurança Pública)

Uma operação deflagrada nesta sexta-feira (16) pelo Ministério Público de São Paulo abalou as estruturas da Polícia Civil. A delegada Layla Lima Ayub, empossada há menos de um mês, foi presa por suspeita de manter laços com o PCC, o Primeiro Comando da Capital, maior facção criminosa do país.

A Operação Serpens cumpriu mandados de prisão e buscas em São Paulo e no Pará, expondo uma rede de conexões perigosas entre quem deveria combater o crime e os criminosos. Autoridades agiram rápido para evitar maiores riscos à sociedade.

Perfil da delegada investigada

Layla Lima Ayub tomou posse como delegada de polícia de 3ª classe em 18 de dezembro de 2025. Antes disso, atuava como advogada criminalista, o que já levantava questionamentos sobre sua conduta. As investigações revelam que ela continuou exercendo advocacia de forma irregular mesmo após assumir o cargo público.

Segundo o MP-SP, a delegada mantinha vínculo pessoal e profissional com membros do PCC. Ela namorava Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, apontado como líder do tráfico de drogas e armas da facção em Roraima. O casal é acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

  • Empossada em dezembro de 2025 na Polícia Civil de SP.
  • Ex-advogada que atuou em audiências de custódia para presos do PCC.
  • Relacionamento com líder da facção em Roraima.
  • Acesso irregular a bancos de dados policiais.

Detalhes da operação Serpens

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-SP liderou a ação, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil paulista e do Gaeco do Pará. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e Marabá (PA), além de dois de prisão temporária.

Um dos presos é o companheiro de Layla, Dedel, que estava em livramento condicional. A Justiça da 2ª Vara Especializada de Crime Organizado da Capital autorizou as medidas para desmantelar o esquema. Indícios apontam que a delegada usava seu cargo para favorecer interesses da facção, inclusive em audiências de custódia.

A operação destaca a importância de investigações internas para preservar a integridade das forças policiais. O MP-SP afirma que apurações continuam para identificar outros envolvidos.

Impactos na segurança pública

O caso reacende debates sobre a infiltração de facções em instituições. Como uma delegada recém-aprovada em concurso pôde manter contatos tão próximos com o crime organizado? Especialistas alertam para a necessidade de triagem mais rigorosa em seleções policiais.

Enquanto isso, a Polícia Civil de São Paulo suspendeu a delegada e abriu processo administrativo. A sociedade cobra transparência e punições exemplares para evitar que agentes da lei se tornem protetores do crime.

Nos últimos anos, casos semelhantes expuseram vulnerabilidades no sistema. Este episódio reforça a vigilância constante contra a corrupção interna, essencial para o combate eficaz ao PCC e outras organizações criminosas.

Próximos passos da investigação

O Ministério Público segue analisando provas coletadas nas buscas, incluindo documentos, eletrônicos e registros financeiros. Há suspeitas de que Layla acessava informações sigilosas para beneficiar aliados da facção.

  • Análise de materiais apreendidos em andamento.
  • Possível extensão para outros estados.
  • Defesa da delegada ainda não se manifestou.
  • Expectativa de indiciamento por crimes graves.

O desfecho dessa história pode mudar protocolos de posse e fiscalização na Polícia Civil. Fica a lição: a linha entre lei e crime é tênue, e exige eterna atenção.

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