Representação editorial do mercado financeiro em sessão de queda do dólar e alta do Ibovespa.
(Imagem: gerado por IA)
O dólar comercial operava em queda nesta quarta-feira (19), enquanto o Ibovespa avançava mais de 2%, em uma sessão marcada pela recuperação das ações brasileiras após uma sequência de 11 pregões negativos. Por volta das 11h30, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,172 para venda, recuo de 0,94% em relação ao fechamento anterior.
No mesmo horário, o principal índice da B3 subia 2,17%, aos 169.951 pontos. O volume financeiro negociado chegava a R$ 4,1 bilhões. Na terça-feira (18), o Ibovespa havia encerrado aos 166.334 pontos, com queda de 0,27%, no menor patamar desde 20 de janeiro.
Petrobras e Vale impulsionam a Bolsa
A recuperação do Ibovespa era sustentada principalmente por ações de grande peso na composição do índice. Petrobras e Vale avançavam perto de 3% durante a manhã, em meio à retomada de compras por investidores estrangeiros.
As ações preferenciais da Petrobras subiam 2,8%, a R$ 43,86, por volta das 11h45, enquanto os papéis ordinários avançavam 2,95%, a R$ 48,93. A petroleira vinha acumulando sua quinta sessão consecutiva de valorização.
Os papéis da Vale também ganhavam aproximadamente 3%, cotados a R$ 73,70 perto do meio-dia. Além do fluxo de capital estrangeiro, a mineradora era beneficiada pela valorização do minério de ferro no mercado internacional.
Dólar recua após avanço das últimas sessões
A queda do dólar interrompia o movimento de valorização observado recentemente. Na terça-feira, a moeda havia fechado a R$ 5,222, maior cotação desde 30 de março, em um cenário de saída de recursos estrangeiros da Bolsa brasileira.
O comportamento do câmbio acompanha de perto o fluxo de capital internacional. A retomada das compras de ações brasileiras por investidores de fora contribuía nesta quarta-feira para aliviar a pressão sobre o real.
Mercado aguarda ata do Fed
No exterior, as atenções estavam voltadas para a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. O documento, previsto para as 15h no horário de Brasília, deve detalhar as razões que levaram a autoridade monetária a manter os juros norte-americanos inalterados no encontro mais recente.
Investidores procuram no texto sinais sobre os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos. Mudanças nas expectativas para os juros americanos podem influenciar o dólar em escala global e afetar o fluxo de recursos para mercados emergentes, como o Brasil.
Petróleo segue perto de US$ 92
O mercado também acompanhava a alta do petróleo. O contrato do Brent para outubro era negociado a US$ 91,91 por barril por volta das 11h45, avanço de cerca de 1% e próximo das maiores cotações das últimas semanas.
As tensões entre Irã e Estados Unidos permaneciam entre os fatores de atenção no cenário internacional. A valorização do petróleo dava suporte adicional às ações da Petrobras, enquanto bolsas no exterior apresentavam desempenho mais cauteloso.
As cotações do dólar e do Ibovespa variam ao longo do pregão. Os valores mencionados nesta matéria correspondem ao mercado durante a manhã desta quarta-feira (19) e podem mudar até o fechamento.