Representação editorial de reestruturação administrativa; governo fluminense informa ter exonerado 6.145 comissionados desde março.
(Imagem: gerado por IA)
O governo do Estado do Rio de Janeiro exonerou 6.145 servidores comissionados entre março e 21 de agosto, dentro de um processo de reestruturação administrativa iniciado pela atual gestão. Segundo informações divulgadas pelo Executivo fluminense e repercutidas pela Agência Brasil, a projeção é de uma economia de R$ 221 milhões até dezembro.
Em março, a administração estadual contabilizava 14.340 cargos comissionados. Até 21 de agosto, além das 6.145 exonerações, haviam sido registradas 2.496 nomeações. O governo informa que a estimativa de economia considera apenas os postos que continuam vagos.
Governo aponta auditorias e revisão de estruturas
De acordo com a gestão estadual, novas exonerações ainda podem ocorrer após a conclusão de auditorias conduzidas pelo Gabinete de Segurança Institucional e pela Controladoria Geral do Estado.
O governo também afirma que parte dos servidores desligados não possuía acesso a sistemas internos, como o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), e sustenta que havia casos de pessoas que compareciam apenas para registrar presença. Essas informações são apresentadas pelo Executivo estadual como justificativa para a revisão dos cargos e ainda dependem das apurações administrativas em andamento.
Número de secretarias caiu de 32 para 28
A reestruturação também atingiu a organização do primeiro escalão. O número de secretarias estaduais caiu de 32 para 28 desde março, com fusão de algumas pastas.
Segundo o governo, parte das novas nomeações para cargos de direção tem priorizado servidores de carreira. Os indicados também passam por avaliação do Gabinete de Segurança Institucional, dentro de critérios definidos pela atual gestão.
Gestão interina começou em março
A administração interina do desembargador Ricardo Couto teve início em 23 de março de 2026, após a renúncia de Cláudio Castro para disputar uma vaga no Senado Federal.
No dia seguinte, 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Castro inelegível. Em 2 de junho, o plenário da Corte manteve a condenação por 5 votos a 2. Com isso, ele ficou inelegível por oito anos contados a partir da eleição de 2022, alcançando o ano de 2030.
Economia depende da manutenção dos cargos vagos
A projeção de R$ 221 milhões não corresponde a um valor já economizado em caixa, mas a uma estimativa do impacto financeiro até dezembro caso os cargos atualmente vagos permaneçam sem novas nomeações.
O governo sustenta que a reestruturação busca reduzir despesas, preservar recursos públicos e tornar a máquina administrativa mais eficiente. O efeito final das medidas, porém, dependerá do número de cargos que continuarão desocupados e de eventuais novas mudanças na estrutura estadual.