Saiba quais cuidados, diabéticos precisam ter nas festas de fim de ano.
(Imagem: Imagem de xb100 no Freepik)
Com a aproximação do Natal e do Ano-Novo, as mesas fartas e os brindes se tornam um desafio silencioso para quem vive com diabetes. Entre panetones, sobremesas açucaradas e bebidas alcoólicas, um descuido pode resultar em picos de glicemia, mal-estar e até necessidade de atendimento médico emergencial. Especialistas reforçam que não se trata de proibir a celebração, mas de aprender a equilibrar prazer e cuidado com a saúde.
O mês de dezembro concentra confraternizações de trabalho, encontros com amigos e longas ceias em família, o que aumenta a frequência de refeições ricas em carboidratos simples, gorduras e álcool. Para pessoas com diabetes ou pré-diabetes, esse cenário é crítico, já que a produção ou ação da insulina está comprometida e qualquer exagero pode descompensar rapidamente o quadro.
Por que as festas são tão arriscadas?
As ceias tradicionais costumam reunir alimentos de alto índice glicêmico, como massas, farofas, pratos com batata, sobremesas açucaradas e bebidas alcoólicas. O problema não é apenas o que está à mesa, mas o conjunto de fatores: mudança de rotina, sono irregular, estresse e jejum prolongado até a hora da ceia.
De acordo com entidades especializadas em diabetes, o fim de ano é um período em que aumentam os casos de descompensação glicêmica, muitas vezes por suspensão indevida de medicação ou insulina “para poder comer à vontade”. Além disso, muita gente reduz o monitoramento da glicemia justamente quando mais precisaria acompanhar os níveis de açúcar no sangue.
Estratégias práticas para o prato da ceia
Nutricionistas ressaltam que não é necessário se afastar das comemorações, mas sim fazer escolhas mais inteligentes ao montar o prato. A recomendação principal é priorizar saladas, legumes, verduras e fontes de proteína magra, como aves sem pele e peixes assados.
- Evitar jejum prolongado ao longo do dia, fazendo pequenos lanches planejados
- Começar a ceia pelas saladas cruas e vegetais
- Incluir cereais integrais, como arroz integral e quinoa
- Preferir pratos assados, grelhados ou cozidos
- Reduzir molhos à base de maionese e preparações muito gordurosas
Doces, álcool e o risco de exagerar
Sobremesas e bebidas alcoólicas costumam ser o ponto mais sensível para quem tem diabetes. Especialistas orientam que doces não precisam ser abolidos, mas consumidos em pequenas porções, escolhendo apenas uma opção favorita.
Alternativas como frutas frescas, saladas de frutas sem calda açucarada e receitas adaptadas com adoçantes culinários ajudam a reduzir o impacto na glicemia.
O álcool exige cautela redobrada, pois interfere na glicemia e pode potencializar o efeito de medicamentos, aumentando o risco de hipoglicemia. A hidratação com água, chás sem açúcar ou água aromatizada deve ser constante.
Planejamento, remédios e monitorização
Um dos erros mais comuns nas festas é esquecer a medicação ou atrasar os horários habituais de uso. Endocrinologistas reforçam que as doses não devem ser suspensas sem orientação médica.
Outro ponto crucial é intensificar a monitorização da glicemia capilar antes e depois das principais refeições. Esse acompanhamento permite identificar variações importantes e agir com mais segurança.
Em casos de náuseas, vômitos, sede intensa, respiração ofegante ou sonolência exagerada, a orientação é buscar atendimento de urgência para descartar complicações como cetoacidose diabética.
Como a família pode ajudar
O apoio da família e dos amigos faz diferença durante as festas. Adaptar receitas, reduzir açúcar, incluir opções integrais e oferecer saladas variadas tornam a ceia mais segura e inclusiva.
Também é importante respeitar o momento de monitorização da glicemia e o uso da medicação, sem pressões para “relaxar só hoje”.
Especialistas reforçam que o segredo não está em proibições radicais, mas em equilíbrio, planejamento e informação. Assim, é possível celebrar, brindar e encerrar o ano sem colocar a saúde em risco.