Certos medicamentos podem ser um verdadeiro perigo para pessoas idosas.
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Nem sempre os medicamentos que idosos precisam evitar são remédios “fortes” ou raros. Muitos fazem parte da rotina, estão em casa há anos e são usados sem questionamento, justamente por isso podem se tornar um risco silencioso.
Com o passar do tempo, o corpo muda. O metabolismo fica mais lento e o organismo se torna mais sensível a certas substâncias. Segundo o site The Alliance for Health, alguns remédios devem ser evitados ou usados com extrema cautela na terceira idade para reduzir efeitos adversos que, na prática, mexem direto com a autonomia e a qualidade de vida.
Anti-histamínicos antigos: o perigo escondido no remédio “inofensivo”
Medicamentos antigos para alergia e resfriado, como difenidramina e clorfeniramina, continuam presentes em diversas fórmulas vendidas livremente nas farmácias. Eles também aparecem em produtos usados para ajudar a dormir, o que aumenta ainda mais o consumo entre idosos.
Apesar de populares, esses remédios estão longe de ser a melhor opção para pessoas mais velhas. Eles podem interferir diretamente na função cognitiva e no desempenho físico, comprometendo desde a memória até o equilíbrio.
Quando o remédio parece envelhecimento: sinais que passam batido
A confusão mental provocada por esses medicamentos muitas vezes é atribuída ao “peso da idade”. Só que, em muitos casos, o problema está ligado ao uso contínuo ou repetido desses remédios.
Outros efeitos como visão embaçada, boca seca e constipação podem surgir e se manter por semanas, afetando o conforto diário, a alimentação e até a segurança do idoso ao se locomover.
Relaxantes musculares: alívio rápido, riscos prolongados
Relaxantes musculares como ciclobenzaprina e metocarbamol são muito usados para aliviar dores, principalmente após esforços ou crises musculares. Mas, na terceira idade, o uso precisa ser bem mais controlado.
Esses medicamentos podem causar sedação intensa e deixar a pessoa mais lenta, sonolenta e desatenta ao ambiente. E o ponto crítico: não há evidências sólidas de benefícios relevantes para idosos, o que torna a avaliação médica ainda mais decisiva antes de manter o uso.
Quedas, internações e perda de independência: o efeito cascata
Tontura, confusão e sonolência aumentam o risco de quedas, que seguem entre as principais causas de internação em idosos no Brasil. Uma queda pode significar fraturas, cirurgia, dor crônica e perda de autonomia em poucas semanas.
Além disso, esses remédios podem desencadear ou piorar problemas urinários e intestinais, dificultando ainda mais o dia a dia. Por isso, revisar periodicamente todos os medicamentos usados, especialmente em idosos que moram sozinhos ou têm histórico de quedas, deixa de ser detalhe e vira cuidado essencial.
Na prática, a orientação é clara: nenhum remédio comum deve ser considerado inofensivo na terceira idade. Conversar com o médico ou o farmacêutico sobre cada comprimido da rotina pode evitar complicações sérias e preservar o que mais importa nessa fase: segurança, independência e qualidade de vida.