Defesas Antiaéreas Russas: O mito da negação aérea.
(Imagem: Reprodução/Youtube)
A defesa antiaérea venezuelana, equipada com sistemas russos como S-300 e Pantsir-S1, revelou-se ineficaz em operação recente contra forças dos EUA. Apesar de enaltecida por Nicolás Maduro, a rede não derrubou nenhuma aeronave americana durante a captura do ditador em Caracas, destacando baixa prontidão operacional e vulnerabilidade a caças F-35 e F-22.
Fatores como fator surpresa, ciberataques, falta de manutenção e guerra eletrônica contribuíram para o colapso, provando que quantidade de equipamentos não garante capacidade real sem treinamento adequado.
O terreno montanhoso de Caracas também comprometeu radares russos, projetados para planícies, permitindo ataques a baixa altitude sem detecção efetiva.
Irã: colapso frente a tecnologia avançada
No Irã, sistemas como o S-300 russo foram neutralizados em ataques israelenses em 2024 e na Operação Martelo da Meia-Noite atribuída aos EUA em 2025, com B-2 Spirit destruindo centros de comando e radares.
A operação envolveu F-35 para detecção de radares, EA-18G Growler para cegá-los e mísseis contra instalações nucleares como Fordow, expondo dependência de radares ativos e fraca integração.
Mesmo com produção nacional e sensores ampliados, a defesa antiaérea iraniana sucumbiu a furtividade, saturação eletromagnética e ataques coordenados, confirmando imunidade ilusória.
Ucrânia e lições táticas não exploradas
A Ucrânia acumulou dados sobre vulnerabilidades russas desde 2022, como Pantsir contra drones e falhas em integração radar-tiro, mas limitações em SEAD impedem exploração plena.
Atualizações russas, como mini-mísseis no Pantsir para drones, mostram adaptações, mas problemas persistem em ataques combinados e guerra eletrônica.
O paradoxo reside na falta de força aérea especializada e munições, dependendo de aliados, o que impede supressão estratégica das defesas antiaéreas russas.
Implicações para o Brasil
O Brasil, com Igla-S na FAB e interesse passado no Pantsir-S1, abandonou o projeto russo por incompatibilidades técnicas e agora enfrenta alerta: sem integração nacional e doutrina clara, investimentos viram dissuasão falsa.
- Integração com sensores brasileiros essenciais.
- Treinamento contínuo contra drones e saturação.
- Interoperabilidade conjunta obrigatória.
- Resiliência a guerra eletrônica prioritária.
Defesa antiaérea é ecossistema, não produto isolado; ignorar lições da Venezuela e Irã arrisca segurança estratégica em contexto de ameaças modernas.