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Militares dos EUA chegam ao Paraguai com armas para treinamento conjunto de seis meses

14 jan 2026 - 18h10 Joice Gomes   atualizado às 18h18
Militares dos EUA chegam ao Paraguai com armas para treinamento conjunto de seis meses Avião dos EUA lotado de armas e munições desembarca ao lado do Brasil. (Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

No dia 10 de janeiro de 2026, uma aeronave C-17 da Força Aérea dos Estados Unidos pousou no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, trazendo militares dos EUA, armas e munições para uma operação conjunta de treinamento. A operação faz parte do Programa de Respostas a Crises e Contingências, executada pelo 7º Grupo de Forças Especiais dos EUA. Doze militares americanos, incluindo um oficial e 11 suboficiais, já estão no país para ministrar o curso a 40 integrantes do Batalhão Conjunto de Forças Especiais do Paraguai.

A entrada de equipamentos e pessoal foi devidamente autorizada pelo Congresso paraguaio, garantindo conformidade legal. O treinamento, que inicia em 19 de janeiro e se estende até 9 de julho, abrange temas como primeiros socorros, medicina de combate e respostas a emergências. Essa ação reforça os laços de cooperação militar entre os dois países, iniciados com acordos assinados em dezembro de 2025.

Contexto do acordo de cooperação EUA-Paraguai

Em dezembro de 2025, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, assinaram o Acordo de Estatuto de Forças (SOFA), que regula a presença de militares americanos no Paraguai. O pacto facilita treinamentos bilaterais, assistência humanitária e combate a grupos criminosos transnacionais, sem prever bases permanentes. Essa cooperação militar alinha-se à nova Estratégia de Segurança Nacional do governo Trump, com foco na América Latina como área estratégica.

O documento enfatiza o combate a cartéis, narcotráfico e migração ilegal, recuperando elementos da Doutrina Monroe. Autoridades destacam que o acordo fortalece a soberania paraguaia e promove estabilidade regional. A operação conjunta atual é uma extensão prática desse framework, capacitando forças locais contra ameaças comuns.

Impactos regionais e estratégicos

A proximidade geográfica do Paraguai com o Brasil chama atenção para os desdobramentos dessa parceria. A chegada de armamentos desperta debates sobre segurança na Tríplice Fronteira, mas fontes oficiais enfatizam o caráter defensivo e capacitador da missão. O treinamento com tiro real e técnicas operacionais eleva o nível das forças especiais paraguaias.

  • Duração: Seis meses, de janeiro a julho de 2026.
  • Participantes: 12 instrutores EUA e 40 militares paraguaios.
  • Conteúdos: Medicina de combate, primeiros socorros e respostas a contingências.
  • Autorização: Aprovada pelo Congresso paraguaio.

Essa iniciativa insere-se em um esforço amplo dos EUA para aprofundar engajamentos de defesa na região em 2026, incluindo parcerias com aliados sul-americanos. Especialistas veem na operação conjunta um passo para maior interoperabilidade militar, beneficiando a luta contra o crime organizado transfronteiriço.

O evento reforça a posição do Paraguai como aliado chave dos EUA na América do Sul, promovendo capacitação técnica sem comprometer a autonomia nacional. Futuras missões poderão expandir para exercícios multinacionais, ampliando o escopo da cooperação.

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