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Carregador na tomada: o gasto invisível que pesa na conta

20 jan 2026 - 16h38 Joice Gomes   atualizado às 17h38
Carregador na tomada: o gasto invisível que pesa na conta O consumo fantasma de carregadores na tomada aumenta a conta de luz mesmo sem uso. (Imagem: de pvproductions no Freepik)

Muitos brasileiros deixam o carregador do celular na tomada por conveniência, sem imaginar o impacto acumulado na fatura de energia. Esse hábito alimenta o chamado consumo fantasma, energia gasta por aparelhos em modo de espera ou conectados sem uso ativo. Em 2026, com tarifas em alta, esse gasto invisível pode representar até 15% da conta mensal em residências.

O consumo fantasma ocorre porque o circuito interno do carregador permanece ativo, aguardando conexão, consumindo eletricidade continuamente. Estudos apontam que um carregador típico gasta entre 0,1 e 0,5 watt por hora sem dispositivo plugado. Ao longo de um mês, isso soma kWh extras que pesam no bolso, especialmente em casas com múltiplos aparelhos.

O que é consumo fantasma?

O consumo fantasma, também conhecido como stand-by, refere-se à energia desperdiçada por eletrônicos ligados à rede mesmo desligados. Carregadores, TVs, notebooks e micro-ondas lideram essa lista, consumindo até 12% do total residencial segundo o Sebrae. Em 2026, com bandeiras tarifárias amarelas adicionando R$ 1,88 por 100 kWh, o efeito se amplifica.

No caso dos carregadores de celular, o gasto médio é de 0,26 watt ocioso, totalizando cerca de 2,28 kWh anuais por unidade. Com tarifa média de R$ 0,70 por kWh, isso equivale a R$ 1,60 por ano só com um aparelho – valor que multiplica em famílias numerosas ou escritórios.

  • Carregador de celular: 0,1-0,5W/h sem uso.
  • Notebook em stand-by: até 15W.
  • TV desligada: cerca de 3W.
  • Decodificador de TV: consumo contínuo noturno.

Impacto real na conta de luz

Um único carregador parece inofensivo, mas some vários dispositivos e o consumo fantasma vira vilão. Em residências médias de 300 kWh/mês, ele pode adicionar R$ 12 extras, ou 5% da fatura. Com o aumento projetado na Conta de Desenvolvimento Energético para R$ 52,7 bilhões em 2026, todos os consumidores sentem o reflexo nas tarifas.

Calcule assim: potência (W) x horas x tarifa (R$/kWh) / 1000. Para dois carregadores a 0,3W, 24h/dia, 30 dias: 0,43 kWh/mês x R$ 0,70 = R$ 0,30. Multiplique por aparelhos e meses, e a economia de desligar surge clara.

Riscos além do financeiro

Além do gasto, deixar carregadores na tomada eleva perigos como superaquecimento e incêndios. Casos recentes, como em Mato Grosso do Sul, mostram fogos iniciados por aparelhos falsificados ou em instalações antigas. Bombeiros alertam: próximo a materiais inflamáveis, o risco de curto-circuito cresce.

Componentes internos aquecem levemente, desgastando o equipamento e expondo a surtos. Modelos sem certificação Inmetro agravam o problema, podendo derreter plásticos e iniciar chamas.

Dicas para eliminar o desperdício

A solução mais simples é desconectar após o uso, cortando o consumo fantasma na raiz. Adote rotinas: antes de dormir ou sair, revise tomadas. Filtros de linha com interruptor desligam múltiplos aparelhos de uma vez.

  • Escolha carregadores com selo Procel e eficiência energética.
  • Instale tomadas inteligentes para monitoramento e corte automático em 2026.
  • Crie estação de recarga centralizada para visualização fácil.
  • Prefira modelos USB-C modernos, mais eficientes em stand-by.

Essas mudanças geram economia imediata, prolongam a vida útil dos aparelhos e contribuem para sustentabilidade. Em tempos de tarifas pressionadas, cada gesto conta: comece hoje e veja a diferença na próxima fatura.

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