A Megaloja Havan avança em Blumenau com fachada adaptada ao estilo enxaimel, aprovada por IPHAN e FCC.
(Imagem: Reprodução/Divulgação)
A Havan dá um passo gigante em Blumenau, no coração de Santa Catarina. A rede varejista, comandada por Luciano Hang, inicia a construção de uma megaloja Havan de impressionantes 14 mil metros quadrados em área sensível do centro histórico.
Depois de quatro anos de debates intensos, o projeto ganhou sinal verde dos principais órgãos de preservação patrimonial. A aprovação veio após mudanças significativas na arquitetura, que agora respeita a herança cultural da cidade fundada por imigrantes alemães.
Fachada adaptada ao patrimônio local
O grande diferencial dessa megaloja Havan está na fachada. Em vez da clássica réplica da Casa Branca, comum nas unidades da rede, o novo prédio adota o estilo enxaimel, com madeira exposta que remete às construções tradicionais alemãs de Blumenau.
O Conselho Municipal do Patrimônio Cultural Edificado (COPE) aprovou o desenho por 12 votos a 3, seguindo pareceres da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Esses órgãos confirmaram que a estrutura se integra harmonicamente ao entorno urbano histórico.
A localização, na rua Oscar Jenichen, próxima à Rua das Palmeiras, exige equilíbrio entre comércio moderno e preservação. A Havan investiu cerca de R$ 1,25 bilhão no empreendimento, que ocupa dois pavimentos em um terreno amplo.
Polêmica inicial e negociações judiciais
O caminho até a aprovação não foi fácil. O projeto original enfrentou resistência do Ministério Público Federal, que alegava risco de descaracterização do patrimônio. Moradores e especialistas criticavam a imposição de elementos americanos em uma zona de valor histórico inestimável.
Após acordo na Justiça Federal, a Havan reformulou tudo. A ausência da Estátua da Liberdade e a ênfase no enxaimel foram concessões chave. Luciano Hang destacou que a adaptação valoriza o turismo local e fortalece a identidade blumenauense.
- Projeto inicial rejeitado por impacto visual no centro histórico.
- Negociações com MPF e órgãos estaduais e federais.
- Aprovação final em julho, com 12 votos favoráveis no COPE.
- Obra destravada após quatro anos de impasse.
Impacto econômico e geração de empregos
A megaloja Havan promete injetar vitalidade na economia de Blumenau. A abertura está prevista para abril de 2026, criando 200 empregos diretos e impulsionando o comércio no entorno.
Será a quinta unidade da rede na cidade, reforçando a presença da Havan em Santa Catarina. O espaço contará com praça de alimentação, estacionamento amplo e mais de 350 mil produtos, atraindo consumidores de toda a região.
Para a prefeitura, o projeto testa a convivência entre desenvolvimento econômico e preservação cultural. Especialistas veem na iniciativa um modelo para futuras construções em áreas protegidas, equilibrando progresso e tradição.
O avanço das obras já desperta curiosidade entre os moradores. Fotos preliminares mostram a estrutura ganhando forma, com a fachada enxaimel se destacando no skyline histórico. A expectativa é de que a loja se torne um novo ponto de referência na cidade.
Blumenau, conhecida pela Oktoberfest e arquitetura alemã, ganha assim um capítulo moderno em sua história urbana. A Havan aposta que a adaptação cultural fidelizará clientes e respeitará as raízes locais.
Expansão contínua da rede varejista
A Havan não para. Além de Blumenau, a empresa planeja novas unidades em cidades como Campos dos Goytacazes e Vila Velha, com investimentos milionários e foco em geração de empregos.
- Meta de 200 lojas no Brasil até o fim da década.
- Ênfase em logística e centros de distribuição eficientes.
- Adaptação regional como estratégia de aprovação rápida.
Essa megaloja Havan em Blumenau exemplifica a estratégia: crescer respeitando o contexto local. O resultado pode inspirar outros varejistas em regiões patrimoniais.