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Economia

BC Protege+ já bloqueou 255,7 mil tentativas de contas falsas e reforça guerra contra fraudes bancárias no país

20 fev 2026 - 20h30 Joice Gomes   atualizado em 22/02/2026 às 08h54
BC Protege+ já bloqueou 255,7 mil tentativas de contas falsas e reforça guerra contra fraudes bancárias no país O serviço BC Protege+ já barrou 255,7 mil contas falsas e se consolida como proteção extra contra fraudes na abertura de contas bancárias. (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo)

O serviço BC Protege+, criado pelo Banco Central para reforçar a segurança do sistema financeiro, já bloqueou 255,7 mil tentativas de abertura de contas falsas em menos de três meses de funcionamento, segundo balanço oficial divulgado pela instituição.

Desde o lançamento, no início de dezembro, 1 milhão de pessoas ativaram o BC Protege+, e as instituições financeiras realizaram 70,9 milhões de consultas ao sistema para checar pedidos de abertura de contas ou inclusão de titulares.

O mecanismo transforma a manifestação do cidadão em um registro oficial de que ele não deseja abrir contas nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros, obrigando bancos e instituições de pagamento a verificarem essa informação antes de concluir o procedimento.

Com isso, o BC Protege+ se consolida como uma camada adicional de segurança contra fraudes de identidade, especialmente em um cenário de aumento de golpes digitais e vazamento de dados pessoais.

Como funciona o BC Protege+ na prática

O BC Protege+ é um serviço gratuito do Banco Central que permite a cidadãos e empresas registrarem, de forma centralizada, que não autorizam a abertura de conta-corrente, poupança ou contas de pagamento pré-pagas em seu nome.

Ao ativar a proteção, a informação fica armazenada em um sistema consultado obrigatoriamente por instituições financeiras antes da abertura de qualquer conta ou inclusão de novo titular, o que reduz a chance de golpes baseados em uso indevido de dados pessoais.

O serviço também vale para empresas, desde que o colaborador responsável esteja devidamente cadastrado no portal gov.br e tenha poderes para representar a organização dentro do ambiente digital.

Assim, o BC Protege+ busca impedir que fraudadores utilizem documentos roubados, vazados ou falsificados para criar contas usadas em movimentações ilícitas, contratação de produtos financeiros ou lavagem de dinheiro.

Como ativar e desativar a proteção

Para usar o BC Protege+, o interessado deve acessar a área logada do serviço Meu BC, utilizando conta gov.br com nível de segurança prata ou ouro e autenticação em duas etapas habilitada.

Dentro do ambiente digital, é preciso localizar o serviço BC Protege+ e ativar a proteção, registrando oficialmente que não deseja abrir novas contas nem ser incluído em contas de terceiros, informação que passa a ser consultada automaticamente pelas instituições financeiras.

No caso de empresas, colaboradores devidamente registrados no gov.br podem ativar a proteção em nome da organização, ampliando o alcance do serviço também para o ambiente corporativo.

Se o usuário quiser abrir uma conta ou ser incluído como titular, precisa acessar novamente o BC Protege+ e desativar a proteção de forma temporária, sendo recomendada a programação de uma data de reativação automática para reduzir brechas de segurança.

Impacto na prevenção de fraudes financeiras

Os 255,7 mil bloqueios de tentativas de abertura de contas falsas indicam que o BC Protege+ já vem atuando diretamente na prevenção de golpes relacionados a uso indevido de identidade no sistema financeiro.

Ao tornar obrigatória a consulta ao sistema antes de qualquer abertura de conta, o Banco Central cria um filtro adicional que dificulta a ação de criminosos que dependem de contas em nome de vítimas para movimentar recursos ou aplicar fraudes.

A alta quantidade de consultas, somando 70,9 milhões em menos de três meses, mostra que o BC Protege+ já foi incorporado à rotina operacional de bancos e demais instituições financeiras na análise de novos cadastros.

Na prática, isso reduz o risco de consumidores descobrirem, apenas após um golpe, que tiveram contas abertas indevidamente, com possíveis dívidas, negativação do nome ou envolvimento em transações suspeitas.

Por que o serviço é relevante para consumidores e empresas

O avanço de golpes digitais, como phishing, vazamento de dados e clonagem de aplicativos de mensagem, aumenta a exposição de dados pessoais e amplia o potencial de uso indevido de informações para abertura de contas fraudulentas, cenário que o BC Protege+ busca enfrentar.

Ao permitir que a pessoa registre preventivamente que não deseja novas contas, o serviço inverte a lógica tradicional, na qual o consumidor normalmente só descobre a fraude após o prejuízo já ter ocorrido.

Para empresas, a proteção ajuda a evitar que CNPJs sejam usados em estruturas de contas falsas, o que pode trazer riscos reputacionais, fiscais e jurídicos significativos.

O caráter gratuito e a possibilidade de ativar ou desativar o BC Protege+ a qualquer momento ampliam o alcance da ferramenta e permitem que mais usuários incorporem essa camada extra de segurança ao seu dia a dia financeiro.

O que pode acontecer daqui para frente

A tendência é que o número de usuários do BC Protege+ cresça à medida que a população tome conhecimento do serviço e perceba seu impacto na redução de fraudes envolvendo abertura de contas em nome de terceiros.

Com mais adesão, a base de dados consultada por instituições financeiras tende a se tornar ainda mais representativa, fortalecendo a capacidade do sistema de bloquear tentativas fraudulentas logo na origem.

O Banco Central recomenda que usuários programem a reativação automática da proteção após abrirem uma conta, o que pode se consolidar como prática comum e contribuir para um ambiente financeiro mais seguro.

Ao lado de outras iniciativas de segurança digital, o BC Protege+ deve seguir como peça importante na estratégia de combate a golpes, ajudando a reduzir perdas financeiras e aumentando a confiança em operações bancárias e de pagamento.

  • O BC Protege+ bloqueou 255,7 mil tentativas de abertura de contas falsas em menos de três meses.
  • Mais de 1 milhão de usuários já ativaram o serviço, e instituições financeiras fizeram 70,9 milhões de consultas ao sistema.
  • A consulta ao BC Protege+ é obrigatória antes da abertura de qualquer conta, aumentando a prevenção de fraudes.
  • O serviço é gratuito, pode ser ativado e desativado a qualquer momento e funciona como camada extra de proteção de identidade.
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