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Cigarro mais caro: Governo sobe imposto para frear alta das passagens e combustíveis

O governo elevou o IPI do cigarro para subsidiar o querosene de aviação e o biodiesel. A medida busca conter a alta dos combustíveis e das passagens aéreas.

07 abr 2026 - 08h11 Joice Gomes   atualizado às 08h14
Cigarro mais caro: Governo sobe imposto para frear alta das passagens e combustíveis Aumento na tributação dos cigarros financiará redução de custos no setor de transportes e aviação. (Imagem: gerado por IA)

O bolso do consumidor brasileiro sentirá novos reflexos da instabilidade no mercado internacional de petróleo. O governo federal decidiu elevar o imposto sobre cigarros para financiar subsídios ao querosene de aviação e ao biodiesel.

A estratégia surge como uma resposta direta à escalada dos preços dos combustíveis, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio. Ao onerar o tabaco, a gestão busca neutralizar a perda de arrecadação causada pela isenção de tributos essenciais para o transporte.

Com a mudança na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que salta de 2,25% para 3,5%, o preço mínimo do maço de cigarros deve subir de R$ 6,50 para R$ 7,50. A expectativa é que a medida gere um fôlego de R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos em apenas dois meses.

O equilíbrio entre o tabaco e as passagens aéreas

O principal objetivo da manobra fiscal é viabilizar o zeramento das alíquotas de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação (QAV). Na prática, o governo espera reduzir em cerca de R$ 0,07 o preço por litro do combustível utilizado pelas companhias aéreas.

Segundo o Ministério da Fazenda, essa desoneração terá um impacto fiscal de aproximadamente R$ 100 milhões mensais. No entanto, a equipe econômica acredita que o movimento é necessário para evitar que o custo das passagens e do transporte de cargas saia do controle em um momento de incerteza global.

Royalties e a meta fiscal no horizonte

Além do aumento no cigarro, o governo conta com a valorização do petróleo para fechar a conta. Com o barril em alta no cenário global, a arrecadação com royalties foi revisada para cima, injetando recursos extras que ajudam a sustentar o pacote de R$ 10 bilhões destinado a conter a crise energética.

O representante do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que a medida está casada com o aumento de arrecadação. Mesmo com os gastos extraordinários provocados pela guerra, o governo mantém o compromisso de cumprir as metas fiscais estabelecidas, buscando um equilíbrio entre a proteção da população e a responsabilidade com o Tesouro.

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