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92% das brasileiras entre 50 e 69 anos já fizeram mamografia, revela Vigitel: avanço histórico no combate ao câncer de mama impulsiona detecção precoce

05 fev 2026 - 08h56 Joice Gomes   atualizado às 08h58
92% das brasileiras entre 50 e 69 anos já fizeram mamografia, revela Vigitel: avanço histórico no combate ao câncer de mama impulsiona detecção precoce Avanço no SUS amplia rastreamento do câncer de mama, principal causa de morte em mulheres. (Imagem: José Cruz/Agência Brasil)

Uma notícia que traz esperança no Dia Nacional da Mamografia: 91,9% das mulheres brasileiras entre 50 e 69 anos já realizaram o exame em algum momento da vida. Esse dado vem da pesquisa Vigitel, divulgada pelo Ministério da Saúde, e representa um salto de 82,8% registrado em 2007.

O exame de mamografia tem se tornado rotina para milhões de brasileiras, graças a esforços do Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, 5 de fevereiro, data instituída pela Lei nº 11.695/2008, reforça a importância dessa ferramenta para detectar o câncer de mama em estágios iniciais.

Os números do Vigitel mostram ganhos em todas as faixas etárias e níveis de escolaridade. Mulheres de 60 a 69 anos lideram o avanço, passando de 81% para 93,1% no período analisado.

Expansão do rastreamento no SUS

O Ministério da Saúde ampliou o acesso à mamografia em 2025, incluindo mulheres de 40 a 49 anos sem sintomas ou histórico familiar. Em 2024, mais de 1 milhão de exames foram feitos nessa faixa etária, representando 30% do total no SUS.

Outra mudança importante eleva a idade limite para rastreamento ativo de 69 para 74 anos. Quase 60% dos casos de câncer de mama ocorrem entre 50 e 74 anos, e o envelhecimento é fator de risco chave.

O ministro Alexandre Padilha destacou que um quarto dos diagnósticos acontece em mulheres de 40 a 49 anos, justificando a expansão para diagnóstico precoce.

  • Aumento de 67,2% para 74,2% em mamografias nos últimos dois anos para mulheres de 60-69 anos.
  • Mulheres com baixa escolaridade: de 79,1% para 88,6%.
  • SUS realizou 4,4 milhões de mamografias em 2024, sendo 2,6 milhões na faixa prioritária.

Câncer de mama: números alarmantes

O câncer de mama é o mais comum entre mulheres no Brasil e o que mais causa mortes, com cerca de 37 mil óbitos anuais. A Estimativa 2026-2028 do INCA prevê 78.610 novos casos por ano no triênio.

Para o período, o INCA projeta 781 mil novos casos de câncer no total, excluindo pele não melanoma, chegando a 518 mil. Mama feminina representa 15% das ocorrências, ao lado do de próstata.

Regiões Sul, Sudeste e Nordeste lideram em mortalidade. Santa Catarina tem a maior taxa ajustada: 74,79 por 100 mil mulheres.

Apesar dos avanços, desafios persistem. Milhares de mulheres chegam aos serviços em fases avançadas, comprometendo o tratamento, segundo Bruno Giordano, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Regional Rio de Janeiro.

Importância da mamografia e hábitos saudáveis

A mamografia detecta lesões antes dos sintomas, elevando chances de cura para até 95%. É radiografia das mamas com raio-X, essencial para rastreamento.

Giordano enfatiza barreiras como baixa cobertura, acesso difícil e demora no diagnóstico e tratamento. A Lei dos 60 Dias garante início da terapia em até dois meses após confirmação.

Além do exame, estilo de vida importa. Atividade física regular, peso saudável, dieta equilibrada e menos álcool reduzem riscos.

  • Prática de exercícios: diminui chance de desenvolvimento da doença.
  • Alimentação balanceada: aliada à prevenção.
  • Redução de álcool: medida simples e eficaz.
  • Educação em saúde: conscientiza e empodera mulheres.

O Vigitel monitora fatores de risco desde 2006 via inquérito telefônico. Seus dados guiam políticas públicas para doenças crônicas.

Essa evolução na mamografia reflete compromisso coletivo: governo, profissionais e sociedade. Cada exame salva vidas, reduzindo desigualdades no acesso à saúde.

No Dia da Mamografia, o chamado é claro: marque seu exame. O SUS está mais preparado, e a detecção precoce muda tudo contra o câncer de mama.

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