Em janeiro de 2026, a Covid-19 causou 29 mortes no Brasil, liderando as causas de Síndromes Respiratórias Agudas Graves, segundo boletim oficial.
(Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Em janeiro de 2026, o Brasil registrou ao menos 29 mortes por complicações da Covid-19, conforme o informativo Vigilância das Síndromes Gripais. Esse número posiciona o Sars-CoV-2 como o vírus respiratório mais mortal no período, superando outros como Influenza e Rinovírus. Os dados, ainda preliminares, podem subir com investigações em andamento.
Das 163 mortes por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) nas primeiras quatro semanas do ano, 117 não tiveram o agente etiológico identificado. A Covid-19 respondeu por 29 óbitos, seguida por Influenza A H3N2 e Rinovírus, com sete cada, e Influenza A não subtipada, com seis.
Mortes concentram-se em idosos
Os óbitos afetaram principalmente pessoas acima de 65 anos, com 108 casos no total por SRAG. Dentre os confirmados por Covid-19, 19 vítimas estavam nessa faixa etária. São Paulo liderou com 15 mortes em 140 casos notificados.
Ao todo, 4.587 casos de SRAG foram registrados, sendo 3.373 sem identificação viral. Esses números reforçam a vigilância contínua sobre síndromes gripais, monitoradas pelo sistema Sivep-Gripe.
Baixa cobertura vacinal persiste
Desde 2024, a vacina contra Covid-19 integra o calendário nacional para crianças, idosos e gestantes, com doses de reforço para grupos de risco. No entanto, em 2025, apenas 8 milhões de 21,9 milhões de doses distribuídas foram aplicadas.
A baixa adesão agrava o cenário. Plataformas como InfoGripe, da Fiocruz, registraram 10.410 casos graves e 1.700 mortes por Covid-19 em 2025, evidenciando consequências da subutilização vacinal.
Contexto das síndromes respiratórias
A SRAG engloba hospitalizações com febre, tosse, dor de garganta e dispneia, notificadas desde 2009 para monitorar Influenza e outros vírus. Em 2026, a Covid-19 mantém relevância, apesar da redução geral pós-pandemia.
Informes semanais do Ministério da Saúde indicam tendência decrescente de casos gripais por Covid-19 até janeiro, mas alertam para riscos em estados como Acre e Amazonas. A plataforma InfoGripe auxilia na detecção precoce de aumentos.
- Covid-19: 29 mortes identificadas em janeiro de 2026.
- Influenza A H3N2: 7 mortes.
- Rinovírus: 7 mortes.
- Influenza A não subtipada: 6 mortes.
- São Paulo: 15 óbitos por Covid-19, maior registro estadual.
- Idosos acima de 65 anos: 108 mortes totais por SRAG.
- Cobertura vacinal 2025: 36% das doses distribuídas aplicadas.
- Calendário vacinal: Inclui crianças, idosos, gestantes e grupos especiais desde 2024.
Impactos e perspectivas futuras
A persistência da Covid-19 como causa principal de mortes por SRAG em janeiro demonstra que o vírus circula sazonalmente, demandando atenção em períodos de inverno. A vacinação reduz quadros graves, mas a hesitação e logística desafiam o SUS.
Para 2026, o Ministério da Saúde assegura suprimento de vacinas atualizadas até o fim do ano, priorizando grupos vulneráveis. Especialistas recomendam completar esquemas vacinais para mitigar riscos, especialmente com variantes circulantes.
Dados preliminares sugerem estabilização, mas monitoramento via InfoGripe é crucial. A elevação na imunização pode prevenir surtos maiores, protegendo o sistema de saúde e a população idosa.
Em resumo, os 29 óbitos por Covid-19 alertam para a necessidade de ações preventivas contínuas, integrando vigilância e vacinação para controlar síndromes respiratórias no Brasil.